Técnicas do Ministério da Saúde (MS) estiveram no Tocantins para elaboração de propostas com vistas a melhorias no atendimento aos pacientes com doença falciforme no Tocantins. “A visita é uma mediação que o MS faz localmente para avançar na melhoria da qualidade da assistência as pessoas com doença falciforme” informou Maria Cândida Queirós, responsável pela Política de Atenção Integral à Pessoas com Doença Falciforme.
Ainda segundo Maria Cândida, a visita, que acontece em vários estados, é uma proposta da política da Coordenação de Sangue de conhecer a realidade dos estados em relação à assistência. “O paciente com doença falciforme precisará ao longo da vida de uma série de especialistas como pneumologista e cardiologista que atualmente não são encontrados na Hemorrede do Estado. Esses especialistas existem na rede SUS, mas é necessário que se organize e institucionalize o fluxo para garantir atendimento integral. Percebemos que precisamos avançar na organização local, que passa por várias linhas de cuidado”, destacou.
Pactuação
Dentre os assuntos debatidos, na reunião foi acordado alguns encaminhamentos como a publicação de portaria que irá instituir um grupo de trabalho para construir a Linha de Cuidado à Pessoa com Doença Falciforme, implantação da sala de transfusão no ambulatório do Hemocentro, evitando a internação destes pacientes, difusão para profissionais da atenção básica de cursos EAD disponibilizados nas plataformas do Ministério da Saúde que abordam a temática da assistência ao doente falciforme.
Tratamento
O ambulatório de hematologia do Hospital Geral de Palmas é responsável pela assistência especializada ao paciente com doença falciforme no Tocantins. O paciente é diagnosticado através do teste do pezinho, uma triagem neonatal, e chega para o hemocentro através do serviço de regulação do Estado. Como primeira consulta, passa pelo hematologista e após isso, por toda equipe multiprofissional, composta por pediatra, enfermeiro, nutricionista, assistente social, psicólogo. “Nesse encontro estamos verificando demandas necessárias, as fragilidades e sobre como melhorar a assistência para os pacientes. Esse encontro vai fazer com que trabalhemos cada vez melhor em prol dos pacientes com doença falciforme”, destacou a gerente de Gestão do Hemocentro, Jaqueline Picoli.
Gisley Rocha, presidente da Associação dos Falcêmicos do Tocantins (AFETO), falou da importância do encontro. “É um avanço promissor receber as técnicas aqui no Tocantins e contar com o apoio da secretaria. Agora podemos mudar as nossas ações para atingir a quem necessita”, disse.
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