No Dia Nacional de Combate à Tuberculose, celebrado em 17 de novembro, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) reforça o alerta sobre a importância da prevenção, da identificação dos sintomas e do diagnóstico precoce da doença. O alerta é para evitar o aumento do número de casos em todo o Estado.
Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) mostram que, em 2024, o Tocantins registrou 142 casos de tuberculose. Em 2025, até 12 de novembro, o número já chegou a 155 casos. Conforme análise por faixa etária, ocorrem mudanças no perfil dos pacientes sendo que em 2024, pessoas entre 20 e 34 anos somaram 44 casos, seguidas de 42 registros no grupo de 35 a 49 anos e 19 casos entre 50 e 64 anos. Já em 2025, foram 33 casos entre 20 e 34 anos, 38 de 35 a 49 anos e um aumento na faixa de 50 a 64 anos, que registrou 47 notificações.
O responsável pela Área Técnica da Tuberculose da SES-TO, Rhonner Uchôaa explica que “as ações de combate acontecem de forma contínua com capacitação de profissionais, ampliação do diagnóstico precoce, tratamento gratuito e acompanhamento dos pacientes. A recomendação da Área Técnica de Tuberculose da SES-TO é que as ações educativas também devem alcançar os grupos mais vulneráveis, como pessoas privadas de liberdade, população em situação de rua, imigrantes e comunidades indígenas”.
Segundo o infectologista que atua no Hospital Geral de Palmas (HGP), Alexandre Janotti, “o tratamento básico dura pelo menos seis meses e enfatiza que o abandono ou uso inadequado dos medicamentos podem levar ao aparecimento de tuberculose resistente, com necessidade de medicamentos mais caros, com mais efeitos adversos e por mais tempo e à morte também. Daí a atenção rígida dada às pessoas acometidas para garantir o tratamento adequado e evitar a transmissão de tuberculoses resistentes”.
A enfermeira, Pamella Machado, de 36 anos, conta que ficou 13 dias internada no HGP e foi diagnosticada com a doença. “Fui internada em 23 de agosto e diagnosticada no dia 27 com tuberculose miliar, com acometimento pulmonar e ósseo. Fiquei 13 dias no HGP, fiz todos os exames e cuidados necessários, iniciei o esquema HIP ainda durante a internação e todo mês tenho acompanhamento no ambulatório de pneumologia. A medicação é fornecida pelo município e o tratamento deve durar 12 meses. Agradeço toda a atenção que recebi, pois não me faltou assistência em nenhum momento”.
Sintomas e transmissão
Os sinais mais comuns da tuberculose incluem tosse persistente por mais de três semanas, secreção, cansaço, febre baixa no fim da tarde, suor noturno, perda de apetite, emagrecimento, palidez e fraqueza. A transmissão ocorre de forma direta: ao falar, tossir ou espirrar, a pessoa doente libera gotículas com a bactéria, que podem ser inaladas por outras pessoas.
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico pode ser feito pelo exame de escarro com Teste Rápido Molecular (TRM-TB), além de baciloscopia, cultura e exames complementares como raio-X, teste tuberculínico e histopatológico. O tratamento, ofertado gratuitamente pelo SUS. A fase intensiva dura dois meses e utiliza o esquema RHZE (Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida e Etambutol). Na fase de manutenção, os medicamentos usados são Rifampicina e Isoniazida pelos quatro meses seguintes.
Prevenção
A vacina BCG protege contra as formas graves da doença, como a meningea e a miliar, sendo aplicada em dose única ao nascer em crianças menores de cinco anos. Identificar e tratar pessoas com infecção latente é essencial para evitar novos casos, reforçando a importância das ações de conscientização contínua.
Revisão Textual: Aldenes Lima / Governo do Tocantins
✓ Compatível com leitores de tela (NVDA, JAWS, VoiceOver)
✓ Navegação por teclado (Tab, Enter, Esc, setas)
✓ Tradução em Libras via VLibras