Tia Dedé realiza parceria e consegue arrecadar mais de 180 frascos para armazenar leite materno

por Verônica Veríssimo/Governo do Tocantins
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Movidos por uma causa nobre, que é a doação de leite materno para ajudar os recém-nascidos, profissionais do Posto de Coleta de Leite Humano do Hospital Materno Infantil Tia Dedé, em Porto Nacional, se mobilizaram para arrecadar frascos por meio de uma campanha local.

Ao todo foram 181 recipientes arrecadados por alunos do Colégio Sagrado Coração de Jesus.  “Foi muito gratificante ajudar a quem precisa, além disso, conseguimos despertar nas crianças o sentimento de solidariedade”, destacou a diretora geral do hospital, Edith Aires.

Segundo ela, uma nova fase está sendo implementada no posto de coleta, que é captar doadoras das cidades circunvizinhas. “Por isso a importância da doação dos frascos”, frisou.

Na Capital

Em Palmas, a campanha de arrecadação continua sendo desenvolvida pelo Projeto Bombeiro Amigo do Peito. Os frascos devem ser de vidro com tampas de plástico, semelhantes aos que são usados para armazenar café solúvel. Para doar, as mães devem ligar para o banco de leite, quando serão orientadas sobre como proceder. O contato é (63) 3218-5205 ou (063) 3218-7734.

Unidades e pontos de coletas do Banco de Leite:

O Tocantins conta com três bancos de leite em: Araguaína, Palmas e Gurupi, além de dois postos de coleta: no Hospital Materno Infantil Tia Dedé, em Porto Nacional, e na Unidade Básica de Saúde da Quadra 403 Norte, em Palmas. E para que eles funcionem e o leite doado possa chegar até o bebê que necessita, as unidades contam com o trabalho comprometido e cheio de amor de vários profissionais.

Com amor e cuidado, a enfermeira Renata Batista Vasconcelos trabalha no Banco de Leite do Dona Regina há cinco anos. “Nosso papel não é somente orientar as mães, mas encorajá-las. É um trabalho prazeroso e eu me sinto feliz por ajudar a quem precisa. É um trabalho de equipe”, frisou. 

Processamento do Leite

Conforme explica a coordenadora do Banco de Leite do hospital, Walkíria Pinheiro, “após o profissional do Corpo de Bombeiros coletar o leite nos domicílios e seguir para o banco, é realizada a seleção/classificação desse leite, onde verificamos se a embalagem está adequada, se a cor e o cheiro estão de acordo”.

Segundo ela, em seguida é verificada a acidez do leite e as colorias.  Depois de selecionado, os frascos aprovados são recolocados em vasos com volumes iguais e logo depois é feita a pasteurização, que consiste em submeter esse leite a uma temperatura de 62,5 por 30 minutos.

“Em seguida, esse leite é resfriado imediatamente e feito um teste microbiológico. Após liberado, esse leite pode ser oferecido em porções e enviado para os bebês que necessitam”, finalizou a coordenadora.

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