Tendências nutricionais para pacientes de UTI são discutidas no HRG

por Rodrigo Martins/Governo do Tocantins
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Participaram da capacitação profissionais de outros setores que atuam diretamente na UTI
Participaram da capacitação profissionais de outros setores que atuam diretamente na UTI - Foto: Ana Paula Gomes / Governo do Tocantins file_download

A alimentação é um dos principais fatores que contribuem para a obtenção de uma vida saudável. Para as pessoas com alguma doença, ela se torna ainda mais relevante, principalmente quando se trata de um paciente internado em uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Pensando nisso, foi realizada no Hospital Regional de Gurupi (HRG) uma capacitação com o tema “Como adequar as novas tendências nutricionais ao paciente crítico”.

A atividade foi ministrada pela nutricionista da Nestlé, Andressa Rodrigues Reis, que exibiu um vídeo com o prognóstico de um caso real de paciente crítico. Ela explicou que antes a abordagem era deixar o paciente em jejum por certo período até estabilizá-lo. Porém, essa prática está sendo mudada. “Esse tipo de paciente tem uma necessidade maior de ingestão proteica, com proteína, não só de ingestão energética. Por isso é importante iniciar precocemente a dieta e não deixá-lo sem ingerir nenhum tipo de alimento por muito tempo”, disse.

A nutricionista destacou ainda que a alimentação está diretamente ligada a uma melhora no prognóstico do paciente. “A perda de massa magra está bastante associada à mortalidade”, afirmou ao citar pesquisas que revelam que 40% da mortalidade do paciente está ligadas à perda de massa magra. “O paciente quando está numa UTI não tem estímulo na massa dele, por isso vai perdendo uma alta quantidade de massa magra ao longo do tempo. Sem a nutrição adequada ele não vai resistir”, afirmou.

Além de nutricionistas, também participaram da capacitação profissionais de outros setores que atuam diretamente na UTI. Para a coordenadora do setor de Nutrição Clínica do HRG, Ivandra Roieski, quando esse tipo de informação não fica somente com o nutricionista, é possível melhorar o estado nutricional do paciente. “A partir do momento que o enfermeiro, o fonoaudiólogo, o médico entendem a importância desse nutriente e a hora de iniciar uma dieta, a gente consegue fazer com que o paciente se recupere mais rápido”, explicou.

Para o paciente crítico, a dieta já vem pronta, em bolsas/frascos e é administrada via sonda. São vários tipos de dietas direcionadas para cada tipo de paciente e de patologia. O médico prescreve a dieta e o nutricionista seleciona a fórmula que será utilizada, o valor calórico e a quantidade que esse paciente vai receber durante o dia. 

A capacitação sobre como adequar as novas tendências nutricionais ao paciente crítico ocorreu no HRG na tarde desta segunda-feira, 09.

A nutricionista da Nestlé, Andressa Rodrigues fala da importância de uma dieta específica para o paciente crítico - Divulgação file_download
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