A Superintendência de Políticas de Atenção a Saúde, com apoio da Diretoria de Atenção Especializada, Gerência de Média e Alta Complexidade e Triagem Neonatal, realizou nesta quinta-feira, 15, Seminário sobre atenção integral à pessoa com Doença Falciforme (DF), voltado aos profissionais de Saúde e comunidade interessada pelo tema, no auditório da Assembleia Legislativa, em Palmas, das 14h às 18h.
Ao abrir o Seminário, a gerente de Média e Alta Complexidade da SES, Raquel Marques, afirmou que o assunto ainda é pouco discutido, mas a doença traz agravos significativos na vida de quem tem falciforme. Segundo ela, “a expectativa de vida de uma criança com DF que não recebe os devidos cuidados é de apenas 8 anos e, se a doença acomete uma grávida, a chance de ela ir a óbito é de 50%. É uma doença muito grave e precisa ser mais debatida e nós que somos profissionais de Saúde precisamos garantir o melhor atendimento aos nossos pacientes.”
Com a palestra “Atenção Especializada em Doença Falciforme e em Talassemias no Brasil”, a representante do Ministério da Saúde (MS), Silma Melo, apresentou as normativas do MS acerca do assunto, detalhando a Portaria GM/MS nº 1391 de 16 de agosto de 2005, que institui no âmbito do Sistema Único de Saúde as diretrizes para a Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doença Falciforme e outras Hemoglobinopatias.
Dentre as diretrizes previstas na Portaria MS nº 1391, constam a promoção da garantia da integralidade da atenção por intermédio do atendimento realizado por equipe multidisciplinar, estabelecendo interfaces entre as diferentes áreas técnicas do Ministério da Saúde, visando a articulação das demais ações que extrapolam a competência da Hemorrede e a instituição de uma política de capacitação de todos os atores envolvidos que promova a educação permanente, de modo a reduzir a taxa de morbiletalidade, além de promover longevidade com qualidade às pessoas com a doença.
A palestrante também abordou sobre os protocolos adotados em relação à doença, as especialidades médicas indicadas, os tipos de exames desde o diagnóstico até os possíveis atendimentos emergenciais dos quais os pacientes possam necessitar. Segundo ela, é muito importante esse momento porque depois de publicar as Portarias e protocolos sobre a doença, é o momento de buscar os resultados nos estados. “Fiquei muito feliz de voltar aqui depois de alguns anos e perceber o quanto a assistência melhorou, também quero destacar a boa vontade de todos os profissionais que buscam a cada dia melhorar para que os pacientes tenham um acesso de qualidade para realizar o tratamento, destacou.”
A gerente dos ambulatórios de Hematologia do Estado, Suen de Oliveira, representando a superintendente da Hemorrede do Tocantins, Pollyana Gomes, afirmou que o Estado dispõe de uma equipe multiprofissional com médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, psicólogos e laboratórios. “Tanto o usuário como os profissionais de saúde podem e devem ir ao hemocentro que vai estar de portas abertas. Nossos profissionais estão aptos para prestar o melhor serviço a todos que precisarem”, garantiu.
O evento contou ainda com as seguintes palestrantes e temas: Principais Cuidados em Doença Falciforme e em Talassemias, com a Médica Hematologista de São Paulo (SP), Sandra Loggetto; Relato de Experiência em Comunidades Quilombolas do Tocantins, com a representante da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Carla Simone Seibert e Relatos de Experiências da Associação dos Falsêmicos do Estado do TO (AFETO), com Velma dos Santos.
Doença e tratamento
A Doença Falciforme (DF) é uma das doenças genéticas e hereditárias mais comuns no mundo. Trata-se de uma doença do sangue, que tem como alteração a hemoglobina que habita as hemácias. A DF dificulta a passagem das hemácias pelos vasos sanguíneos e compromete a circulação sanguínea e a oferta de oxigênio aos tecidos. Para ser portador é preciso que o gene alterado seja transmitido pelo pai e pela mãe, se for transmitido apenas por um o filho terá o traço, poderá ser transmitido pra os descendentes, mas a doença não se manifesta.
O SUS oferece os exames necessários para diagnóstico da doença falciforme, como o teste do pezinho. Ele é feito nas Unidades Básicas de Saúde dos municípios e deve ser realizado preferencialmente entre o segundo e o quinto dia de vida da criança. O ambulatório de hematologia do Hospital Geral de Palmas é responsável pela assistência especializada ao paciente com doença falciforme no Tocantins.
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