Sesau investe na qualificação de corpo técnico com educação permanente

por Juliana Matos/Governo do Tocantins
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Gustavo Bottós diz que engajamento de trabalhadores traz transformações significativa
Gustavo Bottós diz que engajamento de trabalhadores traz transformações significativa - Foto: Heitor Iglesias /Governo do Tocantins file_download

Para estimular a qualificação do corpo técnico e de processos de trabalho baseados em um planejamento estratégico de educação permanente, a Secretaria do Estado da Saúde (Sesau) reúne trabalhadores da saúde atuantes em serviços de Atenção Básica, Vigilância em Saúde e de Núcleos de Educação Permanente (NEP) de todo o Estado na Oficina para Fortalecimento da Educação Permanente. A abertura da oficina aconteceu nesta terça-feira, 20, no auditório da Fundação Universidade do Tocantins (Unitins).

A ocasião foi de ambientação dos trabalhadores de saúde com o contexto de atuação da Escola Tocantinense do SUS Dr. Gismar Gomes(Etsus), dos serviços e ações protagonizados pela Superintendência Estadual de Educação na Saúde e Regulação do Trabalho e de contextualização da Política Nacional de Educação Permanente em Saúde.

Foi a oportunidade para a técnica da Secretaria Executiva da Rede Brasileira de Escolas de Saúde, Patrícia Pol Costa, realizar uma análise sobre a política nacional e esclarecer o contexto em que a educação permanente se difere da educação continuada. “Na educação continuada o objetivo principal é a atualização técnico-científica do trabalhador a partir de práticas autônomas e em busca do aperfeiçoamento de práticas individuais. Na educação permanente, o foco principal é outro. O objetivo é transformar práticas sociais, com práticas institucionalizadas visando o fortalecimento da equipe e uma mudança institucional”, ponderou.

Seguindo com as discussões a pesquisadora do Departamento de Administração e Planejamento em Saúde da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Tatiana Wargas de Faria, reforçou o entendimento da educação permanente como uma necessidade de gestão integrada do trabalho com as políticas e ações de educação em saúde dentro de contextos bem pensados. “Um exemplo claro disso acontece em estados com políticas de contratação que interferem na lógica pública de construção de carreira, nas políticas de saúde e de formação da educação em saúde.”

Como pensar a educação permanente

O conceito adotado na oficina para Educação Permanente pode ser resumido a aprendizagem no trabalho, onde o aprender e o ensinar se incorporam no cotidiano das organizações e ao trabalho. Completando esta linha de pensamento, Patrícia Pol Costa explicou ainda que para determinados cenários com necessidade de intervenção não basta olhar números. “Números nos indicam alguma coisa, claro, mas para suprir a necessidade real de solução para determinado problema é preciso avaliar o cenário dentro do quadrilátero de Educação Permanente e que inclui olhares baseados na gestão, no controle social, na instituição de ensino e nas equipes de saúde”, completou.

Mais oficinas

A programação da oficina segue até o dia 22 nas dependências da Etsus, em Palmas, com a oficina sobre Planejamento e Elaboração de Projetos. A ideia é oferecer aos participantes inscritos embasamento em temas que os próprios trabalhadores de saúde apontaram como necessidade e que tenham como intuito o aperfeiçoamento de processos e fluxos de trabalho em equipe. Confira a programação aqui.

“Estamos aqui para discutir, refletir, desconstruir e reconstruir idéias. Tudo para fortalecimento de processos de educação em saúde e em busca de resultados positivos”, explica a superintendente estadual de Educação em Saúde e Regulação do Trabalho, Márcia Valéria Santana.

O subsecretário de Estado da Saúde, Gustavo Bottós, elogiou os esforços empregados pela equipe e afirmou que o engajamento de cada vez mais trabalhadores da saúde pode resultar em mudanças significativas para os serviços de saúde. “Não adianta investir em tecnologia e em estrutura se não houver corpo técnico competente e capacitado para lidar com saúde pública”, finalizou.

A pró-reitora da Unitins, Simone Brito, também presente na abertura, foi receptiva à proposta de discussão da educação permanente integrada a instituições externas às unidades de saúde e ressaltou: “a Unitins está aberta à articulação de espaços de discussão com contribuições da educação científica”.

Participaram da sala de abertura da oficina a presidente da Fundação Escola de Saúde Pública de Palmas, Juliana Ramos Bruno, o assessor institucional do Núcleo de Estudos de Saúde da Universidade Federal do Tocantins, Neilton Araújo de Oliveira, a presidente da Liga Feminina de Combate ao Câncer, Edineide Cardoso, e o conselheiro do Conselho Estadual de Saúde Sinvaldo Morais.

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