A Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO), por meio do Núcleo Estadual de Gestão Estratégica da Segurança do Paciente (Negesp), promoveu nesta quinta-feira, 16, o Webinário “Processos Seguros: Abril pela Qualidade e Segurança do Paciente”. A iniciativa teve como objetivo fortalecer as práticas de gestão e cuidado em saúde, com foco na segurança do paciente em todo o estado.
Realizado de forma virtual, o encontro foi voltado a gestores, profissionais da Rede de Atenção à Saúde, equipes assistenciais e de vigilância em saúde. A programação abordou temas estratégicos para a melhoria da assistência, com destaque para protocolos seguros, qualificação de processos e redução de riscos no atendimento.
A abertura da programação contou com a palestra sobre manejo da sífilis com foco na segurança do paciente, ministrada pelo superintendente de Políticas de Atenção à Saúde (SPAS), Francisco das Chagas Teixeira Neto. “O fortalecimento da segurança do paciente passa, necessariamente, pela qualificação dos processos assistenciais. Ao abordar o manejo da sífilis, buscamos reforçar a importância do diagnóstico oportuno, do tratamento adequado e do acompanhamento contínuo, garantindo um cuidado mais seguro, eficiente e alinhado às diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS)”.
Já o médico hematologista Dr. Rodolfo Batista Soares Vargas apresentou diretrizes sobre hemorrede segura no processo transfusional, e destacou que “quando falamos em hemorrede segura, estamos tratando de um conjunto de ações que começa na captação do doador e segue até a transfusão no paciente. É fundamental garantir protocolos bem definidos, equipes capacitadas e, principalmente, a rastreabilidade de cada procedimento. Isso assegura mais qualidade, reduz riscos e fortalece a confiança da população nos serviços de saúde”.
Também foi discutida a judicialização na saúde, com a palestra do analista jurídico Alexandre Nunes Cachoeira, que trouxe reflexões sobre os desafios e impactos das demandas judiciais no acesso aos serviços de saúde. O evento também abriu espaço para debate com os participantes, promovendo a troca de experiências e esclarecimento de dúvidas.
“A judicialização da saúde é um fenômeno que reflete tanto as necessidades da população quanto os desafios da gestão pública. Nosso papel é buscar o equilíbrio entre o cumprimento das decisões judiciais e a organização do sistema de saúde, de forma a garantir o acesso de maneira justa, segura e sustentável para todos os usuários”, concluiu o analista.
Edição: Flávia Mendes/Governo do Tocantins
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