SES-TO reúne profissionais da saúde para promover o cuidado materno infantil

Na ocasião, o tema discutido foi sobre dessensibilização de gestantes alérgicas a penicilina
por Ananda Santos/Governo do Tocantins
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A reunião ocorreu no anexo I da Secretaria de Estado da Saúde - Foto: Ananda Santos-Governo do Tocantins file_download

Para possibilitar melhorias no atendimento das gestantes acolhidas no Sistema Único de Saúde (SUS) tocantinense, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) reuniu, na quarta-feira, 26, profissionais que atuam em setores estratégicos da Pasta, para tratar sobre protocolos e fluxos quanto à dessensibilização das gestantes alérgicas a penicilina, que necessitam fazer tratamento para sífilis.

Segundo o Ministério da Saúde (MS), a benzilpenicilina benzatina é o medicamento de escolha para o tratamento da sífilis, sendo o único fármaco com eficácia comprovada contra a doença durante a gestação. Não há evidências de resistência do Treponema pallidum à penicilina no Brasil e no mundo. Enquanto pessoas não gestantes têm outras opções além da penicilina, grávidas possuem apenas este medicamento para tratar a sífilis.

O gerente de Vigilância das Doenças Transmissíveis, Francisco Teixeira Neto, afirmou que, “a reunião de hoje juntou todos os pontos da rede assistencial, principalmente a da gestante, para que a gente discutisse o fluxo de atendimento àquelas gestantes com sífilis e que são sensíveis à penicilina. Nós sabemos que somente a penicilina tem evidência de que trata a sífilis para as gestantes, e naturalmente interrompe a cadeia de transmissão. Então nós discutimos a dessensibilização dessas gestantes nos casos necessários, para garantir a cura da sífilis e, consequentemente, evitar a exposição dos recém-nascidos a todas as consequências que a sífilis pode causar, que são complicações neurológicas, físicas, morfológicas, cardíacas e entre outras”.

“É fundamental que nós possamos compreender essa rede de cuidado e discutir quais unidades devem garantir esse atendimento para as gestantes nos casos em que se fizerem necessários. Principalmente para que a gente possa divulgar para a atenção primária e pontos de atenção que realizam o pré-natal no nosso Estado, para que eles ao se depararem com uma situação do tipo saibam a quem recorrer, e realizar o encaminhamento correto das gestantes”, reiterou o gerente.

Segundo a técnica da Área da Saúde da Mulher, Karen Caroline Xavier afirmou que “então, o início do diálogo hoje foi para tratar do fluxo do atendimento às gestantes com alergia à penicilina. No caso, essas mulheres, essas gestantes, precisam passar por um processo de sensibilização da penicilina. E é de suma importância que os pontos de atenção estejam definidos na rede de atenção à saúde, para que o profissional que esteja lá na atenção primária, conheça esse fluxo. Então, o nosso objetivo é fazer com que o profissional que se depara com uma gestante que realmente possui uma alergia, um risco de anafilaxia com o tratamento da sífilis com a penicilina, ele tenha o ponto da rede de atenção definido, para encaminhamento”.

A reunião foi realizada com a participação dos profissionais da SES-TO, representantes da Rede Alyne, Hospital e Maternidade Dona Regina (HMDR), Superintendência de Unidades Hospitalares Próprias (SUHP), Superintendência de Políticas de Atenção à Saúde (SPAS), Diretoria de Atenção Primária (DAP) e Serviço de Atenção Especializada a Pessoas em Situação de Violência Sexual (SAVIS).

Edição: Aldenes Lima - Governo do Tocantins

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