Celebrado em 13 de março, o Dia Nacional de Luta contra a Endometriose chama a atenção para uma doença ginecológica que afeta milhões de mulheres em idade reprodutiva. Nesta data, a Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES-TO) reforça a importância da informação, do diagnóstico precoce e do acesso ao acompanhamento médico adequado para garantir mais qualidade de vida às pacientes.
A endometriose ocorre quando um tecido semelhante ao endométrio, que normalmente reveste o interior do útero, cresce fora da cavidade uterina. Esse crescimento pode atingir órgãos como ovários, trompas, intestino e bexiga, provocando inflamação e uma série de sintomas que impactam diretamente a rotina das mulheres.
Entre os principais sinais estão cólicas menstruais intensas, dor pélvica crônica, dor durante relações sexuais, alterações intestinais ou urinárias no período menstrual e dificuldade para engravidar. Apesar de ser uma condição relativamente comum, muitas mulheres convivem com os sintomas por anos até receber o diagnóstico correto.
A ginecologista e obstetra do Hospital Geral de Palmas (HGP), Francielle Batista de Oliveira Azevedo, explica que a doença pode impactar significativamente a saúde e a fertilidade das pacientes e por isso é fundamental atuar na origem do problema. “A endometriose provoca dor intensa no período menstrual e pode aumentar a dificuldade de gestação das pacientes. As medicações hormonais e analgésicas ajudam a controlar os sintomas, mas é importante atacar a causa da doença. A mudança no estilo de vida, com boa alimentação, sono adequado e exercícios físicos, contribui para o equilíbrio hormonal e melhora no tratamento”, explica.
Ainda de acordo com a especialista, o diagnóstico precoce é essencial para evitar complicações. “Quando não tratada, a endometriose pode provocar aderências na região abdominal, fixando órgãos que deveriam estar livres e causando alterações intestinais, dor e impactos na qualidade de vida.”
A atendente terapêutica Klivia Leal Viana Oliveira, de 31 anos, convive com a endometriose há três anos e relata que a doença trouxe mudanças significativas em sua rotina. “Após o diagnóstico mudou tudo na minha vida, como o sono, a disposição e as questões emocionais. A endometriose afeta todos os contextos na vida de uma mulher, me causando dores, constrangimentos com sangramentos e questões emocionais devido aos desajustes hormonais. Também acabou gerando infertilidade”, conta.
No entanto, a atendente tem buscado alternativas para melhorar a qualidade de vida. “O que tenho buscado nesses três anos de enfrentamento é alinhamento na alimentação, exercícios físicos e tratamento ginecológico. É um caminho para atenuar esse sofrimento”.
Klivia também deixa um alerta para outras mulheres sobre a importância de observar os sinais do próprio corpo. “Eu me atentaria mais aos sinais, pois o nosso corpo fala e a nossa saúde é prioridade. Faria com frequência ultrassons ginecológicos e exames preventivos para inibir qualquer problema de saúde. A cada cólica, sangramento ou indisposição estomacal é necessário ter uma atenção maior. Dor não é normal”, orienta.
O diagnóstico da endometriose é realizado por meio de avaliação clínica e exames de imagem, como ultrassonografia especializada e ressonância magnética. Quanto mais cedo à doença é identificada, maiores são as chances de controle dos sintomas e de preservação da fertilidade.
Edição: Flávia Mendes/Governo do Tocantins
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