Com o objetivo de fortalecer a atuação dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) como forma de melhorar os indicadores de saúde, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) promove na quarta-feira, 14, o seminário em alusão ao Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna, no auditório do Tribunal de Justiça em Palmas, das 8 às 17h. A iniciativa, coordenada pela Superintendência de Políticas de Atenção à Saúde (SPAS), conta com a parceria do Comitê de Prevenção de Óbito Materno, Fetal e Infantil (CEPOMFI) e a Rede Alyne.
Durante o evento foi ministrado às temáticas como Mortalidade Materna no Estado do Tocantins e a rede de assistência; o papel do ACS na saúde sexual e reprodutiva; pré-natal na Atenção Primária, o papel essencial do ACS; puerpério: o cuidado integral da mãe e do bebê com o apoio do ACS, e mesa redonda sobre ACS na luta pela redução da Mortalidade.
Conforme dados epidemiológicos, o número de óbitos maternos segundo a causa básica no Tocantins no período de 2015 a 2025 é de 40 casos. Entre as principais causas básicas de morte materna estão as Doenças infecciosas e parasitárias (com destaque para COVID-19 e dengue), diabetes, doenças endócrinas, anemia falciforme, eclâmpsia, hipertensão, infecções geniturinárias (inclusive infecção urinária). Geralmente ocorre no puerpério até 42 dias após o parto, quando as mulheres retornam para casa.
A diretora da atenção da SES-TO, Cleidimar Rodrigues destacou que a realização do seminário voltado aos agentes comunitários de saúde é estratégica. “Eles são o elo direto entre a equipe de saúde e a comunidade. São esses profissionais que acompanham de perto as gestantes e identificam possíveis agravamentos durante o pré-natal. A iniciativa busca fortalecer a atuação dos agentes como forma de melhorar os indicadores de saúde, especialmente na redução da mortalidade materna”.
A presidente do CEPOMFI, Raquel Marques Soares reforçou que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece todo o acompanhamento necessário, mas é essencial que o acesso e a orientação cheguem até essas mulheres por meio dos agentes. “Eles estão mais próximos das famílias e identificam precocemente riscos. A inclusão desses profissionais no seminário fortalece o vínculo entre comunidade e serviços de saúde”.
Segundo a médica pediatra Gabrielle Sevilha, “nas visitas, os agentes devem observar aspectos como amamentação, higiene do coto umbilical, sinais de infecção, vínculo familiar e possíveis sinais de depressão pós-parto. A partir da segunda visita, avalia-se também o desenvolvimento motor e, na terceira, o ganho de peso do bebê que normalmente perde até 15% do peso nos primeiros 15 dias”.
Com 10 anos de atuação em Palmas, a ACS, Cristiane dos Santos, considera o seminário extremamente importante. “Ela destaca que a formação vai contribuir para melhor compreensão sobre a necessidade de um cuidado mais individualizado com a gestante, que muitas vezes é negligenciada em favor do foco exclusivo no bebê, nos passa despercebida”.
O ACS do município de Wanderlândia, Junior Cardoso agradeceu a realização do evento. “Muito grato ao Estado por dar essa oportunidade para nós, por que em 19 anos de trabalho, essa é a minha primeira vinda a Palmas para uma capacitação . Geralmente os treinamentos são direcionados a gestores e não alcançam os agentes de saúde, que são os principais elos com a comunidade, por isso a organização está de parabéns”.
Participaram ACS de Aliança do Tocantins, Chapada de Natividade, Miracema do Tocantins, Lagoa do Tocantins, Palmas, Paraíso, Arraias, Lageado, Bandeirantes do Tocantins, entre outros.
Dados
Atualmente, o Tocantins conta com 3.563 ACS e a capacitação foi direcionada exclusivamente para os profissionais dos 139 municípios.
Revisão Textual: Aldenes Lima/Governo do Tocantins
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