A Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) realizou, na quinta-feira, 16, um podcast sobre a hanseníase, uma doença milenar que ainda apresenta desafios no diagnóstico, tratamento e aceitação social. O episódio conta com a participação da médica Letícia Moura, que aborda aspectos fundamentais da doença, como transmissão, tratamento, cura, acolhimento dos pacientes e estratégias para interromper a cadeia de transmissão. A bióloga e coordenadora estadual da Hanseníase, Márcia Farias, coordenou o debate.
Além de esclarecer questões técnicas, a bióloga Márcia Farias, diz que “o podcast visa promover a aceitação dos pacientes, combatendo o preconceito e reforçando que a hanseníase tem cura quando tratada adequadamente. E que essa abordagem multidisciplinar é essencial para reduzir o impacto social e romper a cadeia de transmissão da doença e ainda promovendo maior qualidade de vida aos pacientes”.
O Tocantins é classificado pelo Ministério da Saúde como um estado hiperendêmico, que contém muitos casos. E além da população adulta, com diagnósticos confirmados também em jovens. Mas a SES-TO está com as ações fortalecidas para combater a doença em todo o Estado e intensifica as ações de conscientização.
Hanseníase: sintomas e tratamento
A hanseníase é uma doença dermatoneurológica que provoca alterações tanto na pele quanto nos nervos e acometeu 836 pessoas, no Tocantins, em 2024. Manchas claras ou escuras com sensibilidade reduzida ao calor, dor ou ao toque podem ser sinais da doença, além de áreas com diminuição de pelos e ausência de suor. O bacilo causador da hanseníase também pode afetar os nervos, gerando dor, dormência, perda de força muscular e coordenação.
O tratamento, disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), começa na atenção primária, nos postos de saúde, onde é feita a avaliação clínica essencial para o diagnóstico.
A médica Letícia Moura destacou a importância de uma avaliação detalhada. “É importante que a avaliação seja feita considerando todos os aspectos que a doença pode causar e verificando se os sintomas são compatíveis com a hanseníase. Nem toda mancha ou perda de força significa hanseníase, por isso é essencial observar de forma eficaz”.
Para informações mais detalhada sobre a doença acesse o podcast no link https://www.youtube.com/watch?v=I5uUMrGeoPU&t=1561s .
Edição: Aldenes Lima - Governo do Tocantins
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