Com o objetivo de qualificar o uso de dados para a identificação precoce de possíveis emergências em saúde pública, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) promove, nos dias 26 e 27 de março, a Oficina de Construção do Plano de Ação da Estratégia de Vigilância Sindrômica com base em dados assistenciais da Atenção Primária.
A iniciativa reúne profissionais da vigilância em saúde, da atenção primária e representantes do Ministério da Saúde (MS).
Durante a abertura, a superintendente de Vigilância em Saúde, Perciliana Bezerra, destacou a importância da integração entre as áreas para fortalecer a capacidade de resposta do Estado. “Estamos qualificando os dados produzidos na Atenção Primária, especialmente aqueles relacionados às doenças sindrômicas, identificadas a partir de sinais e sintomas, como síndromes respiratórias, entéricas e ictéricas. Com isso, conseguimos antecipar ações de prevenção e controle, evitando surtos, epidemias e até pandemias”, afirmou.
A oficina é voltada às equipes do CIEVS, da vigilância epidemiológica, da atenção primária à saúde e de áreas estratégicas da SES-TO, como a Superintendência de Políticas de Atenção à Saúde (SPAS). A proposta é que, ao final da capacitação, sejam definidos fluxos integrados de trabalho, fortalecendo a atuação conjunta entre Estado e municípios.
A estratégia busca integrar informações produzidas nos 139 municípios tocantinenses, permitindo que a vigilância em saúde acompanhe, em tempo oportuno, possíveis alterações no perfil epidemiológico da população. A proposta também envolve a definição de fluxos e processos para garantir que os dados estejam disponíveis de forma ágil e eficaz, subsidiando a tomada de decisões.
Conforme o assessor técnico do Ministério da Saúde e representante do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) Nacional, Johnathan Galdino, “trata-se de uma estratégia de vigilância baseada em eventos, aplicada à Rede Nacional do CIEVS, que utiliza dados assistenciais da Atenção Primária para fortalecer a detecção precoce de emergências. A ferramenta permite antecipar possíveis surtos com potencial pandêmico, apoiando a tomada de decisão em nível local e nacional”.
A responsável técnica pelo CIEVS Tocantins, Arlete Lopes da Cunha, ressaltou que a oficina também tem foco na integração de sistemas. “Estamos capacitando os técnicos para trabalhar com diferentes bases de dados, permitindo o monitoramento contínuo das síndromes, principalmente as respiratórias. A partir desses dados, conseguimos identificar aumentos de casos e agir rapidamente".
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