Com o objetivo de capacitar profissionais que atuam na assistência e vigilância epidemiológica para o manejo clínico adequado das doenças transmissíveis, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) promove nos dias 25 e 26 de novembro, o I Seminário das Doenças Transmissíveis. O evento acontece das 8h às 12h, e das 14h às 18h, no Comando Geral da Polícia Militar do Tocantins.
A ação reúne profissionais e servidores da atenção primária, dos hospitais, vigilância, gestores municipais, médicos, enfermeiros, estudantes e docentes. As DSTs hanseníase, sífilis, meningites e toxoplasmose serão debatidas durante a capacitação.
O ‘Perfil Epidemiológico da Hanseníase no Tocantins de 2014 a 2024 e o Plano de Enfrentamento da Hanseníase no Estado’ e o ‘Manejo Clínico da Hanseníase’ estão entre as temáticas do seminário abordadas pela bióloga em Saúde e Epidemiologista e Técnica da Área Técnica de Vigilância da Hanseníase da SES/TO, Márcia Faria Silva, e a dermatologista e Hansenóloga, Juliana Valle Diniz, respectivamente.
Dados da área técnica da SES-TO apontam que em 2024, foram registrados 55 casos de hanseníase por 100 mil habitantes na população geral e 18,05 por 100 mil em menores de 15 anos, reforçando a alta endemicidade no Tocantins. No mesmo ano, a sífilis manteve números expressivos, com 2.253 casos adquiridos, 917 gestacionais e 411 congênitos. As meningites somaram 250 notificações em 2024 e 302 em 2025, com 38 e 25 casos confirmados, respectivamente, além de 3 óbitos em 2024 e 4 em 2025. Já a toxoplasmose apresentou 251 casos.
A superintendente de Vigilância em Saúde da SES-TO, Perciliana Bezerra reforça que, “a epidemiologia trabalha tanto doenças transmissíveis quanto não transmissíveis, mas que algumas transmissíveis têm mais incidência como a hanseníase, por isso o seminário contou com a participação de especialistas. O Tocantins, junto com o Mato Grosso, concentra a maior incidência do país e coloca o Brasil em destaque mundial, perdendo apenas para a Índia. Por isso, o trabalho é contínuo com capacitação em todos os 139 municípios, qualificação de equipes e ações permanentes de detecção, diagnóstico, tratamento e reabilitação”.
O Programa de Qualificação das Ações de Vigilância em Saúde (PQA-VS), avalia indicadores de vigilância a cada biênio e destaca que o Tocantins foi bem. “Grande parte dos municípios bateu 90% ou mais das metas, alguns até 100%. Com esse desempenho, Estado e municípios receberam incentivo financeiro, o Estado foi cerca de R$ 1 milhão”, explicou a superintendência.
O superintendente de Políticas de Atenção à Saúde, Daniel Borini Zumener destacou que o seminário é essencial para qualificar a identificação e a condução dos casos de doenças transmissíveis. “Reconhecer corretamente os sinais faz toda a diferença no diagnóstico, tratamento e prognóstico. A atualização oferecida ao longo do evento é estratégica tanto para a vigilância quanto para a assistência, garantindo que os profissionais conduzem os casos com mais precisão”.
O gerente das Doenças Transmissíveis (GDT/SES-TO), Francisco das Chagas Teixeira Neto, pontuou que, “o seminário vai proporcionar aos profissionais, da linha de frente dados, manejo clínico e segurança para agir corretamente no território e evitar adoecimentos e mortes. Todos os 139 municípios, hospitais de referência e saúde indígena foram chamados para que saiam daqui alinhados, confiantes e prontos para entregar resultado na ponta”.
Para a diretora de Vigilância de Doenças Transmissíveis e Não-Transmissíveis, Gisele Silva Carvalho Luz, “o seminário aborda doenças transmissíveis que seguem como grandes desafios no Tocantins. Que é a hanseníase, sífilis, meningites, toxoplasmose e outras infecções relevantes. O foco é qualificar práticas clínicas e de vigilância, garantindo que os profissionais estejam alinhados, atentos e preparados para melhorar a assistência no território que começa na porta de entrada do SUS, a atenção primária, que resolve até 80% da demanda. Atualizar esse pessoal é chave para que a população receba cuidado rápido, competente e sensível às doenças que mais impactam o Estado”.
A médica infectologista, Maribel Fernández, do Serviço de Controle de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde (SCIRAS) do Hospital Geral de Palmas (HGP) e Hospital Maternidade Dona Regina Siqueira Campos (HMDR) apresentou dados sobre a DST Sífilis. “Essa atualização garante manejo clínico adequado, esclarece dúvidas e alinha condutas em toda a rede. Amanhã vou abordar sobre o manejo clínico da sífilis, baseada nos protocolos do Ministério da Saúde, justamente para padronizar o atendimento tanto na população geral quanto em gestantes, reduzindo divergências e fortalecendo a assistência”.
Segundo a enfermeira do município de Santa Teresa, Édina Campos, “o seminário é importante para ampliar conhecimento. É bom participarmos desse seminário para nos atualizar de informações sobre essas doenças, qualificar o diagnóstico e o manejo dos pacientes. Temos casos no nosso município, isso exige de nós profissionais aprimorar o cuidado e ajustar condutas, além de estarmos preparados melhor para orientar os pacientes antes, durante e depois do tratamento”.
Revisão Textual: Aldenes Lima / Governo do Tocantins
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