Março ganha a cor amarela para chamar atenção para a endometriose, uma doença crônica e inflamatória em que fragmentos de tecido endometrial, que normalmente se encontra apenas no revestimento interno uterino (endométrio), crescem para fora do útero. De acordo com o Ministério da Saúde (MS) a estimativa é de que uma a cada 10 mulheres sofra com os sintomas da doença e desconheça a sua existência e, por isso, a Secretaria de Estado da Saúde chama a atenção para o diagnóstico precoce e tratamento.
Mesmo com números alarmantes, a endometriose continua sendo diagnosticada de maneira tardia, em média, sete anos para ser diagnosticada, desde o surgimento dos primeiros sinais e sintomas. A situação ocorreu com a farmacêutica Suzanne Mendonça Carvalho, que desde a adolescência sofria com fortes cólicas e o diagnóstico veio depois de quase 10 anos. “Sofria muito com cólica desde a minha adolescência, ao ponto de ter que ser medicada no hospital para alívio das dores. Na na busca por um tratamento encontrei um especialista que viu a gravidade do meu quadro e realizou a cirurgia, mas seis meses após a cirurgia, repeti os exames e a endometriose profunda havia voltado”, contou.
“Lá no primeiro diagnóstico o médico me disse que não poderia engravidar e aquela notícia me deixou arrasada, mas mesmo após o diagnóstico, a cirurgia que não havia dado certo não desisti, procurei outro profissional, que já me orientou corretamente, e antes de fazer uma nova cirurgia comecei as tentativas, engravidei, mas dois meses depois tive um aborto espontâneo e nisso veio o sentimento de luto, mas o sonho não havia morrido, nove meses depois engravidei novamente e veio outra alegria”, relatou a farmacêutica.
A alegria de Suzanne foi permeada por algumas dificuldades. “Com 29 semanas de gestação, o Isaac decidiu que era a hora de nascer, e após 45 dias de internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), ele teve alta, foi um dia de muita alegria e gratidão a Deus. Meu filho fará dois anos em março e é a alegria das nossas vidas”. Em 2023 decidi passar novamente por uma nova abordagem cirúrgica e sigo sem dores, graças a Deus”, acrescentou.
Sinais e sintomas
Dor pélvica é o principal sintoma da endometriose, eventualmente associada à menstruação abundante. Os sintomas podem iniciar dias antes da menstruação e terminar dias depois. Esta dor é, por vezes, difícil de distinguir de uma simples dismenorreia (dor a menstruar), que é muito comum.
Na endometriose profunda, os sintomas podem incluir dor na relação sexual, dor no fundo das costas e fundo da barriga. Além de alterações intestinais ou urinárias durante a menstruação e dificuldade para engravidar.
Edição: Aldenes Lima/Governo do Tocantins
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