SES-TO participa de debate sobre comunicação de risco relacionado ao desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek

Organizado pelo Ministério da Saúde, o encontro online reuniu profissionais do Tocantins e Maranhão e ocorreu na sexta-feira, 24
por Ananda Santos/Governo do Tocantins
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Profissionais da área da saúde do Tocantins e Maranhão discutiram sobre comunicação de risco, com orientação do Ministério da Saúde - Foto: Ananda Santos/Governo do Tocantins file_download

Com intuito de proporcionar à população informações assertivas sobre as atualizações do desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) participou de reunião online organizada pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA) do Ministério da Saúde (MS), na sexta-feira, 24. 

Na oportunidade, profissionais de saúde do Tocantins e Maranhão discutiram sobre comunicação de risco, para evitar rumores causadores de transtornos desnecessários às comunidades atingidas pelo desastre. Na ocasião foi destacada a situação atual, no momento não existe risco de contaminação que venha comprometer os parâmetros de potabilidade da água determinados pelo MS. Contudo, como ainda existem veículos com produtos químicos submersos, existe a necessidade e o cuidado com a comunicação de risco, junto à população. 

No encontro, foi considerada a possibilidade para os dois estados unificarem a comunicação sobre o desabamento, com análise de público e território, para captação de rumores e verificação da percepção dos moradores quanto às circulações de notícias falsas.

A reunião sobre comunicação de risco também teve como objetivo apoiar na divulgação rápida e eficaz de conhecimentos às populações, possibilitando o acesso às informações fidedignas que possam apoiar nos diálogos para tomada de medidas de proteção e controle em emergências em saúde pública.

O monitoramento da qualidade da água está sendo realizado periodicamente pelas autoridades competentes. O Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS-TO) segue acompanhando o evento e está colaborando com os órgãos responsáveis para apoio aos municípios envolvidos e manter as equipes de saúde municipais e rede hospitalar devidamente informada.

Os órgãos de regulamentação ambientais, Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMARH) também seguem monitorando diariamente a qualidade da água no trecho do rio Tocantins, indicando ausência de impacto imediato na qualidade da água relacionado à carga potencialmente envolvida.

O diretor de Vigilância Ambiental e de Saúde do Trabalhador da SES-TO, Sérgio Luís, participou da reunião e afirmou que “essa comunicação de risco, envolve as informações da área da saúde, meio ambiente, que serão repassadas para benefício da população, evitando as famosas fake news, notícias falsas que vão passando de pessoa por pessoa. Hoje nós discutimos o que faremos junto ao Ministério da Saúde e Comunicações do Tocantins e Maranhão, para alinharmos as informações, fazendo com que chegue à população, informações fidedignas, numa linguagem de comunicação de fácil entendimento para todos”.

O desabamento

Em 22 de dezembro de 2024, a ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que conectava os municípios de Estreito/MA e Aguiarnópolis/TO desabou, resultando em uma tragédia com morte e desaparecimento de pessoas. O colapso ocorreu no trecho central da ponte de 533 metros, construída na década de 1960, levando diversos veículos, incluindo caminhões que transportavam ácido sulfúrico e herbicidas agrícolas, a caírem no Rio Tocantins. 

Gerou grandes prejuízos econômicos, interrompeu o fluxo de transporte e afetou diretamente as comunidades locais, que passaram a enfrentar dificuldades de mobilidade e de acesso a serviços básicos. A aldeia Divisa, composta por 41 indígenas em Tocantinópolis/TO, viu sua rotina ser profundamente alterada. A comunidade, que já enfrentava desafios socioeconômicos, passou a lidar com a insegurança quanto à qualidade da água, o que afetou tanto o consumo humano quanto o uso do rio para atividades produtivas, culturais e recreativas.

Em 13 de janeiro de 2024, uma equipe técnica do CIEVS/SES-TO e Serviço de Edificações e Saneamento Ambiental Indígena (SESANI/SESAI/MS) visitaram o polo de Tocantinópolis e, consequentemente, a Aldeia Divisa para realizar investigação em campo com o objetivo de verificar a situação da comunidade indígena em relação ao desabamento da ponte Rio Tocantins, e iniciar o apoio às populações atingidas. 

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