SES-TO, Ministério da Saúde e Semus ofertam curso sobre cuidado à saúde do homem

A capacitação é realizada com foco no combate à violência contra meninas e mulheres
por Savick Brenna/Governo do Tocantins
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O curso é voltado para profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) - Foto: Savick Brenna/Governo do Tocantins file_download

Com o intuito de qualificar os(as) profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS), a Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO), em parceria como Ministério da Saúde (MS) e Secretaria Municipal de Saúde de Palmas (Semus) ofertam o curso “O cuidado á saúde do homem em contexto de violência e a proteção de meninas e mulheres no âmbito da APS”. A capacitação acontece nos dias 09 e 10 de outubro, em Palmas.

O curso tem como objetivo de fortalecer a Estratégia Nacional da Saúde do Homem e Masculinidades (EQUALISAH), com enfoque na prevenção e no enfrentamento da violência contra meninas e mulheres. “Essa é uma grande oportunidade para pensarmos como rede, como sistema único de saúde, como atenção primária sobre as estratégias possíveis na prevenção das violências contra meninas e mulheres a partir das masculinidades. Vamos falar um pouco de rede, de acolhimento, e no segundo dia a gente vai pensar em um plano de ação para enfrentar essa temática. Esperamos que esse curso não só qualifique mas que também subsidia enquanto Ministério da Saúde e Governo Federal”, destacou o assessor técnico da coordenação de atenção à saúde do homem no MS, Rafael da Silva Magalhães.

Para o professor de saúde coletiva da Universidade de Brasília (UnB), Cláudio Lorenzo, “o que diferencia o curso especialmente é o fato de que esse indivíduo que às vezes é tratado só no elemento policial punitivo, a gente está colocando como um ser de cuidado também, ou seja, os problemas de saúde mental, as situações, o repensamento, a ressignificação de sua própria masculinidade, que elementos são esses que leva ele à violência também”.

Dados

Conforme a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, foram registradas 86.025 denúncias de violência contra mulheres de janeiro a 31 de julho de 2025. Este tipo de atendimento aparece em terceiro lugar entre os 594.118 registrados pelos cerca de 300 atendentes da central no período. Além disso, dados atualizados do Mapa Nacional da Violência de Gênero apontam que no primeiro semestre de 2025 foram registrados 718 feminicídios no país.

Diante desses números, a professora de psicologia da Universidade Federal do Pará (UFPA), Maria Lucia Lima, acredita na importância de discutir o tema. “A violência contra a mulher muitas vezes é vista como um problema da mulher, então temos as estratégias para cuidado de proteção à mulher, empoderamento das mulheres para não se envolverem em situações de violência, mas os maiores autores da violência são os homens. E muitas vezes a gente só coloca a visão dos homens como criminosos, como autores de violência, como se fosse algo simplesmente da segurança pública, que é também, mas o curso ele vem mostrar que a violência contra a mulher é um problema de saúde pública, então nós profissionais de saúde também fazemos parte da resolução do problema. Esse curso visa minimizar, diminuir e erradicar a violência contra a mulher.”

“Por que homens não procuram ajuda? Por que homem não é frágil? Por que o homem sempre é um modelo histórico de força, rigidez e de poder patriarcal? Temos que receber cursos como este, pois sairemos dele com um plano de ação, e isso é de suma importância, pois os comportamentos podem ser remodelados, demora, mas é possível!”, destaca a Supervisora do Serviço de Atenção Especializada às Pessoas em Situação de Violência Sexual (SAVIS) do Hospital e Maternidade Dona Regina Siqueira Campos (HMDR), Sâmia Chabo, que participa do curso.

Parceria

A formação é fruto de uma parceria entre a Coordenação de Atenção à Saúde do Homem (Cosah/DGCI/SAPS/MS) e renomadas instituições de ensino e pesquisa, como a Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC).

Inclusão e Diversidade

O curso possui vagas reservadas para pessoas autodeclaradas negras, pessoas indígenas, pessoas quilombolas, pessoas com deficiência e pessoas trans. A diversidade de perspectivas é essencial para o aprimoramento das ações de cuidado e prevenção.

Para se inscrever, acesse esse link: https://forms.office.com/r/tNuDQYJc57

Edição: Aldenes Lima/Governo do Tocantins

O curso é uma parceria entre Ministério da Saúde, SES-TO e a Semus, conduzida pela Universidade de Brasília - Savick Brenna/Governo do Tocantins file_download
A capacitação acontece nos dias 09 e 10 de outubro, em Palmas - Savick Brenna/Governo do Tocantins file_download
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