A Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) divulga na terça-feira, 07, Nota Informativa sobre a Vigilância da Mpox no Tocantins. Confeccionado pela Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS) da SES-TO, o documento visa orientar profissionais das Secretarias Municipais de Saúde (Semus) para reforçar o monitoramento contínuo da Vigilância Epidemiológica da doença no Estado. Confira a nota disponibilizada na aba Vigilância em Saúde no site da Pasta e anexa nesta matéria.
A Nota Informativa da Mpox no Tocantins possui assuntos como: situação epidemiológica; transmissibilidade; definição de caso suspeito; diagnóstico laboratorial; fluxo simplificado de notificação e investigação; orientação para coleta de amostra; medidas de prevenção e controle; e recomendações aos serviços de saúde.
Segundo a gerente das Doenças Transmissíveis (SVS/SES-TO), Márcia Faria e Silva, “a SES-TO reforça a importância da vigilância contínua e da atuação integrada entre Estado e municípios para prevenção, detecção precoce e controle da Mpox. Diante do atual cenário, em que o número de casos notificados permanece baixo, destaca-se a importância de manter a sensibilidade do sistema de vigilância para a detecção precoce de casos suspeitos de Mpox, incluindo aqueles potencialmente relacionados a novas variantes virais”.
A MPOX
A Mpox é uma zoonose viral causada pelo vírus de mesmo nome, cujo reservatório ainda é desconhecido. Pertencente ao gênero Orthopoxvirus, da família Poxviridae. A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões de pele, fluidos corporais, secreções respiratórias ou materiais contaminados, além do contato próximo e prolongados com pessoas infectadas.
A vigilância da Mpox é realizada por meio da notificação compulsória, no e-SUS Sinan, de casos suspeitos e da investigação epidemiológica conduzida pelas equipes de vigilância em saúde, com o objetivo de identificar precocemente possíveis casos, interromper cadeias de transmissão e orientar medidas de prevenção e controle.
Em 2022 a Sociedade Brasileira de Primatologia (SBPr) publicou um informativo sobre o surto da doença em humanos, informando que apesar do vírus receber a nomenclatura de varíola dos macacos, a doença não tem a participação de macacos na transmissão para seres humanos. No mesmo ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) designou o uso do termo Mpox, no lugar de varíola dos macacos (Monkeypox).
Casos suspeitos
No período entre 2023 a 2026 foram notificados o total de (91) casos suspeitos de Mpox no Estado. Em 2023, foram registrados (47) casos suspeitos, sem confirmação laboratorial e sem registro de óbitos. Em 2024, foram notificados (16) casos suspeitos, igualmente sem confirmação de casos e sem ocorrência de óbitos.
No ano de 2025, foram registrados (22) casos suspeitos, permanecendo todos classificados como em investigação, também sem confirmação da doença ou registro de óbitos. Até o momento, no ano de 2026, foram notificados (06) casos suspeitos, os quais seguem em investigação, sem casos confirmados e sem registro de óbitos.
A análise da situação epidemiológica evidencia que, até o momento, não há registro de casos confirmados de Mpox nem de óbitos associados à doença no estado do Tocantins no período analisado. Ressalta-se que a vigilância epidemiológica permanece em monitoramento contínuo dos casos notificados, com investigação oportuna e adoção das medidas de prevenção e controle recomendadas pelo Ministério da Saúde.
Edição: Flávia Mendes/Governo do Tocantins
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