SES-TO discute respeito à diversidade religiosa no contexto do SUS

O acolhimento com deferências à credulidade do paciente e profissional de saúde é o foco da Pasta
por Karoliny Santiago/Governo do Tocantins
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Discussão abordou a diferentes religiões presentes no TO - Foto: Divulgação SES file_download

O respeito à credulidade do paciente e profissional que utiliza e faz o Sistema Único de Saúde (SUS) foi o tema de um encontro realizado na terça-feira, 18, no formato virtual, entre profissionais do Programa Diversidade da Saúde (PDS), da Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) e representantes das religiões católica, matriz africana, indígena e da Universidade Católica de Brasília (UCB).

Na reunião, os participantes discutiram sobre como a ‘religiosidade e espiritualidade no contexto da saúde do SUS no Tocantins’ é um fator de discussão e acolhimento ao paciente que busca ser cuidado da forma que acredita, com respeito no que pensa e no que busca como apoio em momentos difíceis.

Para o coordenador do PDS, Francisco de Assis Neves Neto, “discutir a pluralidade religiosa que existe na sociedade enquanto política de saúde faz com que os trabalhadores entendam melhor as questões das religiões, das possibilidades de crenças e proporcionam assim, um melhor acolhimento, melhorando o atendimento nas questões dos pacientes, dos familiares e das relações de trabalho”. 

“Fico lisonjeado em ser chamado para discutirmos a necessidade do nosso sistema de saúde, pois sabemos a importância que é ampliar o nosso olhar para que todos os pacientes e todas as pessoas do SUS sejam acolhidas e respeitadas a partir da sua credulidade”, comentou o padre Lenicio da Silva.

”É muito importante a gente melhorar e fazer a parceria com médicos, enfermeiros e equipe em geral. Quero que o pessoal da saúde apoie o trabalho dos pajés, principalmente no tratamento espiritual que os povos indígenas possuem”, comentou o pajé da etnia Karajá, Cleber Kaxiwera.

“Considero muito importante esse diálogo, que se abre no tratamento de pacientes na esfera do SUS, pois isso demonstra a importância que as comunidades tradicionais tem e merecem receber dos adeptos aos nossos cultos. Eu louvo essa iniciativa e agradeço pelo convite”, disse a Yalorixá Roberta D'Oxaguiã, das religiões de matrizes africana (Candomblé Ketu e Ifà).

“O Estado do Tocantins na região norte é o Estado que mais tem avançado nas questões da discussão da religião na saúde e que o programa diversidade na saúde tem avançado no diferencial porque ele tem discutido com os diferentes sobre a integração da saúde”, comentou a pós-doutora em psicologia da religião da UCB, Marta Helena de Freitas.

 

O PDS

O Programa Diversidade na Saúde existe no SES-TO, desde o ano de 2021 e tem a finalidade de trabalhar a diversidade e suas múltiplas formas com os trabalhadores da saúde, para que se crie uma cultura de respeito e tolerância. A iniciativa faz com que os trabalhadores sintam-se motivados, estimulado à reflexão e aumenta assim sua autoestima e melhor desempenho nas suas atividades laborais, (Humaniza SUS). Os benefícios também atingem a população, com um melhor atendimento ao usuário do SUS.

Revisão Textual: Aldenes Lima/Governo do Tocantins

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