Na quinta - feira, 19, é o Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme e a Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) chama atenção da população tocantinense sobre a doença. No Tocantins, de acordo com dados da Hemorrede Tocantins, atualmente 679 pacientes fazem acompanhamento da Doença Falciforme pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde (MS) estima que 3,5 milhões de brasileiros são portadores do traço falciforme, e 60 mil convivem com a doença em sua forma mais severa.
Os pacientes tocantinenses diagnosticados com a doença dispõem de assistência e cuidado especializado no Ambulatório de Hematologia – unidade da Hemorrede, anexa ao Hospital Geral de Palmas (HGP) e em Araguaína (Hemara). A medicação preconizada pelo SUS é distribuída pela Assistência Farmacêutica do Estado.
Segundo a médica pediatra do Ambulatório de Hematologia do Hemocentro de Palmas, Rebeca Garcia de Paula, "a doença falciforme é uma condição genética hereditária causada por uma mutação no gene da hemoglobina, que resulta na produção de hemoglobina S (HbS), responsável por deformar os glóbulos vermelhos e causar obstruções nos vasos sanguíneos, dor intensa, anemia crônica e complicações multissistêmicas”.
“Importante destacar que o teste do pezinho se tornou um exame obrigatório aos recém-nascidos nos primeiros dias de vida, o qual faz parte da triagem neonatal, o que ajuda no diagnóstico precoce da doença; através deste exame detecta-se não somente a doença, mas também quem é traço e faz-se obrigatório o aconselhamento genético desta família, bem como logo iniciar-se o tratamento dos que tiverem a doença confirmada com toda a assistência especializada", acrescentou a especialista.
Tratamento
O tratamento inclui alguns cuidados, como acompanhar corretamente as consultas, usar as medicações prescritas, não atrasar as vacinas, ter uma boa alimentação, dentre outros.
Atualmente, o estado do Tocantins realiza todos os rastreios de doenças preconizadas pelo PNTN, no Laboratório da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) em Araguaína, empresa contratualizada pelo Estado para a realização de exames de triagem neonatal habilitada pelo Ministério da Saúde.
Dados da APAE apontam que no Tocantins, em 2023, 14.591 crianças realizaram o teste do pezinho pelo Sistema Único de Saúde (SUS) estadual; em 2024, foram 15.091 crianças examinadas; já entre janeiro e abril, de 2025, foram 5.333 atendimentos.
Convivendo com a doença
Os dois filhos da Camila Barbosa fazem tratamento no HGP. “minha filha de 13 anos foi diagnosticada com um ano e sete meses, já meu filho de nove anos foi diagnosticado com seis meses e 25 dias. Hoje eles fazem tratamento e acompanhamento no ambulatório do Ambulatório de Hematologia do Hemocentro e ajuda muito eles terem qualidade de vida”.
A estudante universitária Yasmin Cândida Silva, de 18 anos, moradora de Paraíso, ressaltou que, "descobri a doença com sete meses, desde lá eu faço acompanhamento no HGP. A cada três meses eu vou a Palmas e realizo consultas e exames. Tenho algumas limitações devido à doença, mas não me impede de ter uma vida normal desde que tenho todos os cuidados necessários”.
Revisão Textual: Aldenes Lima/Governo do Tocantins
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