SES-TO debate o fortalecimento de práticas complementares

Em reunião, foi dado início ao processo de construção da política no SUS estadual
por Karoliny Santiago/Governo do Tocantins
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Estiveram presentes no evento os profissionais da UFT, Unitins e SES-TO - Foto: Karoliny Santiago/Governo do Tocantins file_download

A Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) promoveu na segunda-feira, 22, a primeira reunião de discussão sobre o fortalecimento das Práticas Integrativas Complementares da Saúde (PICS) no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) estadual. A atividade foi realizada na sede da Pasta e contou com a participação da Superintendência de Políticas de Atenção à Saúde (SPAS), Assistência Farmacêutica, Núcleo de Atenção à Saúde e a Segurança do Trabalhador (NASST), Universidade Federal do Tocantins (UFT) e Universidade Estadual do Tocantins (Unitins).

Durante o trabalho, os profissionais abordaram a situação atual dessas políticas no Estado do Tocantins, as principais mudanças a serem trabalhadas nesse processo e a construção da política estadual de fortalecimento com o apoio das práticas regionais dos povos tradicionais e originais do Tocantins.

Para a Cirurgiã-dentista da Área Técnica da Gerência de Monitoramento e Avaliação de Atenção Primária da SES-TO, Mirelly Baldon,  “a condução do processo de hoje serviu para termos uma evolução no processo de construção das PICS no Estado, pois como foi firmado, teremos um grupo condutor, composto de servidores da SES, COSEMS e Instituições de Ensino Superior com objetivo de acompanhar e fortalecer as atualizações referentes a esse tema na saúde estadual tocantinense, pois como sabemos, as práticas integrativas vêm para poder auxiliar o tratamento do paciente, promovendo a promoção do cuidado integral do ser humano, especialmente no Autocuidado! As práticas Integrativas levam em conta os aspectos físicos, emocionais, mentais e sociais do indivíduo como um todo!"

“Vejo essa discussão de uma importância essencial, porque trazer a discussão das práticas integrativas e complementares em saúde e dessa possibilidade, dessa vertente de elaboração e implantação da política estadual de práticas integrativas e complementares em saúde aqui no Tocantins, vai ampliar todo esse diálogo do que já vem sendo trabalhando aqui no Estado dentro da política nacional, quanto as que ainda não estão e que também serão realizadas, ou seja, isso é um clareamento para os nossos profissionais que irão mapear essas práticas para podermos criar uma política que seja verdadeiramente voltada para a nossa realidade”, relatou a coordenadora do Laboratório de Práticas Integrativas da Universidade Federal de Tocantins, Ana Edith.

A diretora do Observatório e Clínica de Direitos Humanos do Estado do Tocantins, Christiane de Holanda Camilo, comentou que “quando a gente trabalha a perspectiva da prevenção, da promoção e do tratamento de saúde, nós estamos integrando vários sistemas e vários grupos que podem estar adoecidos de acordo, inclusive, com as suas atividades laborais, com as circunstâncias da saúde que implicam na nossa população. E isso serve tanto para situações de saúde mais leves, quanto para dores crônicas e situações mais graves, porque é uma terapia. E o nosso diferencial do estado de Tocantins será essa proposição através das universidades pesquisarem as práticas das nossas comunidades tradicionais e originárias para inserir nessa politica do Estado”.

 

As PICS
As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) são abordagens terapêuticas que têm como objetivo prevenir agravos à saúde, a promoção e recuperação da saúde, enfatizando a escuta acolhedora, a construção de laços terapêuticos e a conexão entre ser humano, meio ambiente e sociedade. Estas práticas foram institucionalizadas pela Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no Sistema Único de Saúde (PNPIC) e, atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece, de forma integral e gratuita, 29 procedimentos de Práticas Integrativas e Complementares (PICS) à população.
 

Edição: Aldenes Lima - Governo do Tocantins

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