Em busca de avançar nas discussões de implementação do processo transexualizador no Tocantins, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) reuniu-se com representantes de municípios e entidades representativas da população trans, na terça-feira, 01, na sala de reunião Pasta. O debate foi coordenado pela superintendência de Políticas de Atenção à Saúde (SPAS/SES) e sua Gerência de Monitoramento e Avaliação da Atenção Primária (GMAAP) e pelo Núcleo de Equidade de Gênero, Raça e Etnia.
O coordenador do Programa Diversidade na Saúde da SES-TO, Francisco de Assis Neves Neto, destacou a relevância do grupo condutor e pontuou que o avanço no acolhimento psicológico, social e no acesso à harmonização tem feito uma diferença significativa na vida da população trans. “Falar de diversidade é falar de uma população que ainda sofre com o preconceito, por isso, momentos de alinhamento entre gestores são fundamentais para apresentar ações, reconhecer limitações e construir estratégias conjuntas. Com isso, ganha o trabalhador da saúde, que passa a atender com mais respeito, inclusão e equidade, e principalmente, ganha o paciente, que tem seu direito à saúde garantido com dignidade e humanização. Barreiras existem no SUS, mas tanto o Estado quanto o município têm buscado alternativas para superar esses desafios”.
Na reunião do grupo condutor, composto por SES-TO, os municípios de Palmas, Araguaina, Casa A+, Atrato, e outros setores afins, o secretário-executivo da SEMUS de Palmas, Rafael Mendonça, destacou a necessidade de discutir o assunto. “A gente tem evoluído a cada reunião e em cima da política nacional desse processo. Com a parceria estado e município, cada um com sua competência, vamos somar esforços para promover para a população, que é uma população muito carente no nosso Estado, esse processo do ambulatório trans e do processo transexualizador”.
A psicóloga, Nájula Sartor Moraes ressaltou a necessidade de atender este público no Sistema Único de Saúde (SUS). “A importância de trabalhar com os pacientes trans é tanto na questão eu, dele, em relação a ele mesmo, em relação ao próprio corpo, expectativas, frustrações, lidar com o que a gente não consegue mudar, o que ainda não é possível mudar, e com as mudanças possíveis. e também na relação eu-mundo, as relações dos pacientes com o mundo”.
O diretor adjunto do HGP, Alessandro Pantolge falou que, “a etapa de consolidação dessa proposta de atendimento do ambulatório, do processo transexualizador, envolve toda a rede de saúde. A gente consegue identificar muito bem a responsabilidade do município de Palmas que tem avançado no atendimento ambulatorial e daqui para frente precisamos estruturar o HGP para que realizarmos os procedimentos cirúrgicos de estereotomia, de mastectomia, de inserção de prótese mamária e da tireoidoplastia, para que a gente possa garantir a continuidade dos serviços”.
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