Cerca de 135 representantes municipais que atuam na rede de atenção primária das unidades básicas de saúde estão sendo capacitados sobre o diagnóstico e interompimento da linha de transmissão da hanseníase, doença infecto contagiosa e crônica que pode levar a incapacidades. O treinamento realizado no auditório da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins) ocorre dias 22 e 23 de junho e tem como coordenação as equipes da Superintendência de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO).
Os dois dias de capacitação tem como objetivo qualificar os profissionais de saúde para o manejo clínico, a avaliação de incapacidades oriundas da doença, tratamento disponível para os pacientes que em sua maioria e interrompimento da linha de contágio existente. São 135 profissionais de saúde (médicos, fisioterapeutas e enfermeiros) de 75 municípios da macrorregião centro-sul do Tocantins.
A abertura do evento contou com a participação da coordenadora geral de Vigilância das Doenças em Eliminação, a médica dermatologista e especialista em hanseníase, Sandra Maria Barbosa Durães. No período vespertino, a palestra foi realizada com a hansenóloga e médica da família, Seyna Ueno, que compartilhou um pouco sobre como deve ser realizado o diagnóstico correto no dia a dia. “Precisamos lembrar que a transmissão da hanseníase é feita por meio do contato entre os pacientes contaminados no dia a dia e muitas vezes dentro de casa. E esses pacientes em sua maioria tem medo do estigma que a doença tem, porque nem sempre esse paciente quer aceitar esse diagnóstico. Precisamos reforçar esse cuidado com eles”!
“O Tocantins é o segundo do país em taxa de detecção de casos novos de hanseníase e a nossa proposta aqui é mostrar a esses profissionais como deve ser feito o manejo clínico, conforme as orientações passadas pelo Ministério da Saúde, que estão apoiando as ações e capacitações no Estado, com o foco principal em interromper a linha de transmissão existente neste momento”, disse a técnica da área técnica da hanseníase da SES-TO, Ieda Fátima Batista Nogueira.
Na sexta-feira, os profissionais terão acesso a uma prática de avaliação dermatoneurológica, que tem como foco a precisão do diagnóstico por meio do exame físico geral que identifica lesões ou áreas de pele com alteração de sensibilidade e/ou comprometimento de nervos periféricos, com alterações sensitivas e/ou motoras e/ou autonômicas.
Hanseníase
A hanseníase é uma doença infecto contagiosa e crônica que pode levar a incapacidades. Acomete principalmente a pele e os nervos periféricos, podendo apresentar como uma doença sistêmica comprometendo articulações, olhos, testículos, gânglios e outros órgãos.
O diagnóstico de caso de hanseníase deve ser realizado na Unidade Básica de Saúde, pelo profissional médico da Estratégia Saúde da Família (ESF), pois ele é essencialmente clínico. O tratamento é ambulatorial e totalmente gratuito sendo realizado no Sistema Único de Saúde (SUS).
Casos
Em 2022, foram diagnosticados 757 novos casos de hanseníase no Tocantins, sendo 47 em menores de 15 anos. Este ano já foram diagnosticados 385 novos casos.
Edição: Aldenes Lima/Governo do Tocantins
✓ Compatível com leitores de tela (NVDA, JAWS, VoiceOver)
✓ Navegação por teclado (Tab, Enter, Esc, setas)
✓ Tradução em Libras via VLibras