SES-TO aposta na qualificação de dados com implantação de novos núcleos de vigilância epidemiológica

A pasta propõe ampliar os serviços para mais seis hospitais e mais sete Unidades de Pronto Atendimento
por Alysson-Neya Chaves/Governo do Tocantins
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A implantação dos NVEH nos hospitais não isenta as demais Unidades hospitalares da notificação de doenças e agravos - Foto: Alysson-Neya Chaves / Governo do Tocantins file_download

Com o objetivo de apresentar e discutir a proposta de expansão dos Núcleos de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (NVHE), a Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) reuniu técnicos e secretários municipais de saúde, na quinta-feira, 27, na sede da Superintendência do Ministério da Saúde, em Palmas. A proposta é ampliar os serviços para mais seis hospitais estaduais e sete Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) fortalecendo a vigilância epidemiológica no Tocantins.

Atualmente, o Estado do Tocantins conta com 14 NVEH vinculados à Rede Nacional de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (RENAVEH). Destes, 11 são da gestão estadual, e três de outras gestões, situados em Araguaína, sendo um filantrópico, um universitário e um municipal. 

Os núcleos estão localizados nos hospitais regionais de Miracema (HRM), Paraíso do Tocantins (HRPT), Gurupi (HRG), Augustinópolis (HRAug), Guaraí (HRGua), Dianópolis (HRD), Porto Nacional (HRPN), Araguaína (HRA), no Hospital Materno Infantil Tia Dedé (HMITD), Hospital e Maternidade Dona Regina Siqueira Campos (HMDR), Hospital Geral de Palmas (HGP), Hospital de Doenças Tropicais (HDTUFT), Hospital Municipal Eduardo Medrado (HMEM), Hospital Dom Orione (HDO). 

A proposta visa a implantação de mais 13 NVEHs, nos hospitais regionais de Xambioá, Arapoema, Pedro Afonso, Alvorada, Arraias e Araguaçu, além das UPAs de Palmas, Porto Nacional, Araguaína, Gurupi, Augustinópolis e Tocantinópolis.

Segundo a superintendente de Vigilância em Saúde (SVS/SES-TO), Perciliana Bezerra, “quantidade não é qualidade. Se o dado não é qualificado, ele não se transforma em informação útil, nem permite uma decisão ou intervenção eficiente. A ficha de notificação precisa estar correta e completa. Diante disso, é importante  o trabalho integrado entre diferentes núcleos como a Vigilância Epidemiológica, o Núcleo de Segurança e a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar”.

“A proposta contempla a instalação do serviço em unidades que ainda não foram integradas. E o núcleo hospitalar deve atuar de forma integrada com a Comissão de Infecção Hospitalar e o Núcleo de Segurança do Paciente, sendo responsável pela coleta de dados e geração de informações que orientam decisões assistenciais dentro das unidades”, afirmou o superintendente de Unidades Hospitalares Próprias (SUHP/SES-TO, Andreis Vicente Sales. 

A representante da coordenação da enfermagem do Hospital Regional de Araguaçu, Tatiane Maria da Silva, destacou os desafios enfrentados na rotina de notificações de casos, no Hospital Regional de Araguaçu. “Atualmente, o processo é feito de forma manual e descentralizado. Os técnicos e enfermeiros realizam as notificações, o hospital repassa os protocolos para a Secretaria Municipal de Saúde, que por sua vez encaminha à rede estadual. Então essa integração com a rede estadual de vigilância vai trazer agilidade e melhoria na qualidade do serviço”. 

Antônia Alves Ramos da coordenação da vigilância Epidemiológica de Porto Nacional destacou que falta a formalização do serviço na UPA, onde se concentra maior número de notificações.  “Com a implantação do sistema vai otimizar a tabulação, a organização das informações e a comunicação de notificações imediatas, permitindo que os dados cheguem de forma mais rápida à esfera municipal, estadual e ao Ministério da Saúde”.

Edição: Aldenes Lima-Governo do Tocantins

A ampliação vai reforçar os serviços prestados aos usuários do SUS - Alysson-Neya Chaves / Governo do Tocantins file_download
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