“Minha experiência com a hepatite C foi muito preocupante por não conhecer a doença. Tinha me contaminado com secreção vinda de uma paciente e, por não ter informações, fiz o exame, mas ela não era portadora. Uma colega me orientou a fazer o tratamento; eu comecei e não terminei. Só depois resolvi procurar novamente o atendimento médico e fiz o tratamento completo”, este é um relato da paciente Maria Divina Moreira, moradora de Palmas, que reforça a importância do conhecimento sobre a doença e a procurar atendimento médico.
O relato mostra como a falta de conhecimento pode adiar decisões importantes e comprometer a saúde, por isso, no Dia Mundial de Luta Contra Hepatites Virais, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) reforça que o diagnóstico precoce e o tratamento correto são decisivos para a cura.
Os sinais da doença são: fadiga, dor abdominal, urina escura, fezes claras, perda de apetite e icterícia (pele e olhos amarelados). Ao perceber um deles, a orientação é buscar o atendimento médico de forma precoce e tratamentos disponibilizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), além de intensificação das campanhas de imunização.
O Estado conta com 323 salas de vacinação abastecidas, garantindo o acesso da população às vacinas contra hepatite A e B. “Fiz o tratamento pelo SUS sem dificuldade, bem tranquilo, a médica que me acompanhou é muito atenciosa só tenho a agradecer. Hoje eu oriento as pessoas para ser mais cautelosa e não se expor a algum risco como contato físico e secreção”, complementou Maria Divina.
A transmissão varia conforme o tipo do vírus. A Hepatite A e E é transmitida por ingestão de água ou alimentos contaminados; a Hepatite B e D pelo contato com sangue, fluidos corporais, relações sexuais desprotegidas ou transmissão vertical (de mãe para filho) e a Hepatite C pelo contato direto com sangue contaminado.
Dados epidemiológicos
De acordo com o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), este ano já foram confirmados 52 casos, sendo que entre as causas de infecção no Tocantins foram por transmissão sexual; uso de drogas, acidente de trabalho com material biológico. E em 2024 foram registrados 67 casos.
Vacinação é fundamental
As vacinas contra as hepatites A e B estão disponíveis em todas as unidades de saúde. Em 2024, o Tocantins aplicou 75.967 doses contra o tipo B. Em 2025, já foram administradas 28.446 doses. Em relação à hepatite A, foram 21.967 doses aplicadas em 2024 e 7.788 em 2025.
A Enfermeira Nerivan dos Santos Oliveira, da área técnica das Hepatites Virais da SES-TO, ressaltou que, “em maio, o Tocantins participou do lançamento do Guia para Eliminação das Hepatites Virais. Temos uma parceria consolidada entre a Linha de Cuidado do Tocantins e o Ministério da Saúde. Estamos desenvolvendo ações junto aos municípios, com a distribuição de materiais voltados para o trabalho de conscientização nas comunidades, especialmente sobre a importância da vacinação. Esses materiais são enviados aos municípios, que, por sua vez, realizam atividades de sensibilização com a população local durante todo o mês de julho, em alusão ao Julho Amarelo”.
Revisão Textual: Aldenes Lima/Governo do Tocantins
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