SES-TO alerta para a prevenção contra o Câncer de Pele Não Melanoma

Esse tipo de câncer que é o mais frequente no Brasil e corresponde a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país
por Ellayne Czuryto/Governo do Tocantins
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O câncer de pele não melanoma ocorre principalmente nas áreas do corpo mais expostas ao sol - Foto: Divulgação SES-TO file_download

O Dia Global de Conscientização sobre o Câncer de Pele Não Melanoma é comemorado anualmente em 13 de junho. A data serve para aumentar a conscientização sobre este tipo de câncer que é o mais frequente no Brasil e corresponde a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país. Diante disso, a Secretaria de Estado da Saúde (SES/TO) chama a atenção da população para a importância da prevenção, detecção precoce e tratamento adequado. 

O câncer de pele não melanoma apresenta tumores de diferentes tipos. Os mais frequentes são o carcinoma basocelular (o mais comum e também o menos agressivo) e o carcinoma epidermóide. Entre os tumores de pele, é o mais frequente e de menor mortalidade, porém, se não tratado adequadamente pode deixar mutilações bastante expressivas.

Pessoas com exposição prolongada e repetida aos raios ultravioletas (UV) do sol, principalmente na infância e adolescência, pele clara, sensíveis à ação dos raios solares, com história pessoal ou familiar deste câncer ou com doenças cutâneas prévias são as mais atingidas.

A dermatologista Moema Barros, membro da equipe Serviço de Oncologia Cutânea do Hospital Geral de Palmas (HGP) explica quais são os casos mais comuns de câncer de pele não melanoma. “O carcinoma basocelular, é um câncer agressivo, apesar de ser lento. Ele é um câncer que aparece muito na face e é mutilante, é um tumor que cresce causando feridas e deformidades, comprometendo autoestima, vida social e às vezes até funcionamento dos órgãos como olho, nariz e boca. Mesmo não sendo um câncer que tenha metástase, que é a maior preocupação, é importante o diagnóstico e tratamento precoce, para melhor qualidade de vida”.

Outro tipo de tumor não melanoma é o carcinoma espinocelular ou epidermopide, tem menos casos, mas também pode evoluir de uma forma mais rápida. “Geralmente é uma ferida aberta que pode se localizar tanto na face quanto em áreas expostas, muito comum em pacientes fumantes e principalmente nos homens, também é um tipo bem prevalente aqui no Tocantins”, explica a especialista.

A dermatologista relata que a maioria dos casos são cirúrgicos. “Quase todos os casos têm indicação de cirurgia e alguns também podem ser tratados com radioterapia ou quimioterapia. Após a retirada do câncer de pele, o paciente fica em acompanhamento, geralmente em torno de cinco anos, quando tem um anátomo patológico positivo para o câncer de pele e não melanoma”.

 

Sinais e sintomas

O câncer de pele não melanoma ocorre principalmente nas áreas do corpo mais expostas ao sol, como rosto, pescoço e orelhas, podendo destruir estas estruturas. Apresenta-se como manchas na pele que coçam, ardem, descamam ou sangram, feridas que não cicatrizam em até quatro semanas. Nesses casos, deve-se procurar o mais rápido possível o médico dermatologista.

Tratamento

A SES-TO oferece tratamento contra o câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS), no Hospital Geral de Palmas (HGP) e no Hospital Regional de Araguaína (HRA), por meio das Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacons) e em empresa terceirizada, na capital. Os serviços são responsáveis por prestar atendimentos especializados para as pessoas que anualmente são diagnosticadas com algum tipo de câncer de pele em todo o estado. 

 

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