Servidores de Araguaína destacam diferencial do Curso de Classificação de Risco

por Aldenes Lima / Governo do Tocantins
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Oficina visa dar agilidade aos atendimentos para que pacientes recebam cuidados pontuais
Oficina visa dar agilidade aos atendimentos para que pacientes recebam cuidados pontuais - Foto: Aldenes Lima / Governo do Tocantins file_download

Acolher o paciente, escutar aquilo que se apresenta como necessidade de saúde e iniciar imediatamente a resposta, classificar de acordo com a gravidade do caso e priorizar o atendimento. Essa é a realidade que se busca para todas as unidades hospitalares do Tocantins a partir da unificação dos protocolos de classificação de risco nas portas de entradas. Para tanto, o Secretaria de Estado da Saúde realizou nos dias 25, 26 e 27 deste mês de outubro o Curso de Elaboração dos Protocolos de Acolhimento e Classificação de Risco na Urgência, Emergência e Obstetrícia, que contou com a participação de representantes de todas as unidades de saúde do Estado.

O curso, segundo a facilitadora Vera Lúcia Figueiredo, trouxe duas oficinas. “Uma com o protocolo já pronto para que toda rede de atenção nas três macros regiões existentes no Estado soubessem e pudessem aplicar com uma linguagem única da unidade de atenção básica até a maternidade de alto risco. A outra é exatamente a construção do protocolo exclusivo do Tocantins, uma iniciativa do Estado para que todas as portas de entrada saibam o que é classificar um paciente nas cores vermelha, laranja, amarelo, verde, azul e os tempos necessários para o atendimento médico, se não é atendimento médico e o tempo necessário para o atendimento da equipe multidisciplinar, nos casos de pacientes classificados como azul”, enfatizou.

A classificação e o protocolo especificados por Vera Lúcia também foram destacados pela enfermeira Chrystiany Wanderley da Silva, que atua na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Araguaína. “Esta oficina é válida não só para a UPA de Araguaína, mas para todos os serviços, porque através da elaboração de um protocolo unificado para todo o Estado, em relação á classificação de risco com urgência e emergência, a gente vai ter a segurança de referenciar os pacientes para cada unidade, garantindo o atendimento do através de um elo em todas as redes. Isso garanteatendimento em tempo hábil e oportuno”, afirmou.

Enfermeira no Hospital Dom Orione, Diana Joy Ribeiro dos Santos Sinsnando também aprovou a capacitação. “Como trabalho em acolhimento no Dom Orione, isso vai contribuir muito para que possamos acolher de forma ética e humanizada. O serviço já vem sendo feito, mas a partir daqui pode ser reforçado. Todo conhecimento é válido quando se trata de melhorar o atendimento ao paciente. Na prática, por exemplo, uma paciente que chega à unidade com dor de cabeça, temos um direcionamento de verificar o que está ocasionando esta dor e classificá-la de acordo com os sintomas”, afirmou.

“Estamos elaborando protocolos e vivenciando experiências de outros locais para que haja uma melhora no atendimento à população. Além disso, na prática irá desafogar as unidades com o direcionamento certo de cada paciente”, destacou o enfermeiro no Hospital Regional de Araguaína, André Luiz da Silva Santos.

A coordenadora de enfermagem do Pronto Socorro do HRA, Carolina Garcia Resende, ressaltou que “no acolhimento do Hospital de Referência de Araguaína já é feito o acolhimento do paciente da forma mais humanizada possível. Já a classificação de risco é um processo que estamos em fase de implantação, mas nós estamos neste momento elaborando o protocolo a ser utilizado neste processo. Com a classificação, podemos evitar mortes e fazer com que o paciente seja atendido de acordo com o risco e não pela ordem de chegada. A partir deste curso trabalharemos de forma unificada com as demais redes de nosso Estado, falando a mesma linguagem na hora de classificar o paciente”.

Para André Luiz, o direcionamento certo de cada paciente irá desafogar as unidades - Aldenes Lima / Governo do Tocantins file_download
Segundo Carolina Garcia, com a classificação, pode-se evitar mortes e fazer com que o paciente seja atendido de acordo com o risco e não pela ordem de chegada - Aldenes Lima / Governo do Tocantins file_download
Para Chrystyane Wanderley da Silva os servidores terão a segurança de referenciar os pacientes para cada unidade, garantindo o atendimento do através de um elo em todas as redes - Aldenes Lima / Governo do Tocantins file_download
"Na prática, por exemplo, uma paciente que chega à unidade com dor de cabeça, temos um direcionamento de verificar o que está ocasionando esta dor e classificá-la de acordo com os sintomas”, explica Diana Joy, enfermeira no Hospital Dom Orione - Aldenes Lima / Governo do Tocantins file_download
Segundo Vera Nunes Figueiredo o protocolo é exclusivo do Tocantins, para que todas as portas de entrada saibam o que é classificar um paciente nas cores vermelha, laranja, amarelo, verde e azul - Aldenes Lima / Governo do Tocantins file_download
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