Servidores da SES-TO são capacitados sobre a decolonização dos serviços de saúde

O curso está trabalhando a quebra de paradigmas e preconceitos dentro dos ambientes do SUS
por Karoliny Santiago/Governo Tocantins
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Profissionais da SES estão participando de capacitação no Maranhão - Foto: Divulgação SES-TO file_download

Para ofertar um ambiente mais respeitoso e íntegro aos profissionais e pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) tocantinense, servidores da Humanização e Programa Diversidade na Saúde (PDS), da Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) participaram na última semana de uma capacitação sobre ‘A decolonização dos serviços de saúde’. O curso foi aplicado na Escola de Saúde Pública do Maranhão e contou com a presença de profissionais que atuam em programas de atendimento aos povos indígenas, diversidade e atendimento humanizado.

A decolonização é um trabalho que busca propiciar a quebra de paradigmas e conceitos que causam desconforto ou situação de preconceito dentro dos ambientes, seja estudantil ou de saúde. O trabalho em conjunto busca capacitar os profissionais para pensarem em novas abordagens durante o atendimento diário dentro das unidades hospitalares.

Para o coordenador do PDS da SES-TO, Francisco de Assis Neves Neto, essa capacitação auxilia no trabalho que vem sendo desenvolvido na rede pública estadual. “A participação neste curso vem para nós capacitação para melhoria no diálogo com os profissionais e já temos dentro da rede de saúde pública do Tocantins, é desconstruindo esses pensamentos, atitudes e falas preconceituosas nessas relações que possibilitaram uma melhoria no SUS, é importante que trabalhadores consigam compreender que o paciente e os familiares precisam ser vistos e atendidos na sua integralidade e para isto acontecer só capacitação e levando o debate da Diversidade no SUS”.

O pesquisador da Fiocruz Amazonas e membro do Laboratório de História, Políticas, Público e Saúde na Amazônia (LAPSA), Júlio César Schweickardt, comentou como a decolonização precisa ser abordada dentro dos ambientes de saúde. “A saúde é um grande desafio da decolonização, pois nos faz pensar sobre o cuidado de um modo integral, não pensando apenas no corpo, mas nas suas formas de saber, de como vive no território e juntos podemos construir esse cuidado”.

“Estamos muito felizes em participar dessa integração entre o Maranhão e o Tocantins, pois isso é um projeto inovador em saúde, que nós estamos começando agora e a gente pretende isso fortalecer com um processo de educação permanente. A temática da decontinentalidade, da intelectualidade dentro dos processos de trabalho trará grandes resultados”, disse o coordenador de educação em saúde da Escola de Saúde Pública do Estado do Maranhão, Wellington Freitas.

A presença da assessoria de humanização e do programa de diversidade nesse curso nos faz pensar sobre o nosso território e as estratégias, trazendo bons  resultados nos atendimentos para os usuários na nossa rede. Então, basicamente, nos provoca a pensar a decolonialidade como um aspecto fundamental para compreendermos quem são os nossos trabalhadores, as nossas trabalhadoras e também quem são os nossos usuários, para que consigamos trabalhar de maneira exitosa com todos eles,  respeitando a cultura, o território e o processo sócio-histórico de cada um", disse a Assistente Social da assessoria de humanização da SES-TO, Bianca Pereira da Silva.

Revisão Textual: Aldenes Lima/Governo do Tocantins

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