A Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) promoveu na terça-feira, 28, no auditório do Sebrae, em Palmas, uma capacitação com foco no Transtorno do Espectro Autista (TEA). O objetivo foi capacitar as equipes multiprofissionais para oferecer um atendimento humanizado e de qualidade, no Sistema Único de Saúde (SUS).
O evento reuniu profissionais que atuam diretamente no acolhimento e tratamento de pessoas com TEA, nas unidades de saúde do Estado, abordando temas relacionados à interação e comunicação, além de outros temas pertinentes ao comportamento dos pacientes.
A superintendente da Rede de Cuidados da Pessoa com Deficiência da SES-TO, Rosa Helena Ambrósio, destacou que, “o evento conta com a participação de profissionais como psicólogos, terapeutas ocupacionais, nutricionistas e fonoaudiólogos. Entendemos que o conhecimento precisa ser compartilhado, por isso trouxemos especialistas voluntários para capacitar nossa equipe e aprimorar o atendimento às pessoas com TEA e suas famílias".
A Fonoaudióloga do Centro Especializado em Reabilitação (CER III) em Palmas, Carla de Andrade Silva e mãe do autista, Daniel Andrade enfatizou a importância da capacitação para lidar com as necessidades das famílias e aprimorar o atendimento terapêutico. "Nós somos, muitas vezes, o único acesso dessas famílias ao contexto terapêutico. É essencial que os profissionais estejam capacitados e munidos de instrução para oferecer o melhor cuidado possível".
Para a psicóloga Diane Karen, participante do evento, “o conhecimento constante é fundamental para atender de maneira individualizada as demandas do TEA. É uma oportunidade rica para atualizar conhecimentos. Cada caso é único, e compartilhar experiências e aprender faz toda a diferença no acolhimento".
A gerente de gestão do CER III, Raidênia Oliveira destacou que, “o acolhimento especializado deve acontecer desde a chegada da pessoa com TEA no Centro de Reabilitação. O workshop foi direcionado a todos os profissionais do Centro de reabilitação, incluindo motoristas, recepcionistas e equipe de limpeza. Toda a equipe precisa estar preparada para lidar com as necessidades das pessoas com TEA, desde o acolhimento inicial até situações de crise”.
Durante uma palestra, a nutricionista Thayná Diamantino abordou a necessidade de um trabalho conjunto com a família. “Ao tratar a alimentação de uma pessoa autista, o impacto e a influência da família são fatores determinantes no sucesso do tratamento, alinhar a rotina de toda a família”, pontuou.
Revisão Textual: Aldenes Lima / Gvoerno do Tocantins
✓ Compatível com leitores de tela (NVDA, JAWS, VoiceOver)
✓ Navegação por teclado (Tab, Enter, Esc, setas)
✓ Tradução em Libras via VLibras