Secretaria da Saúde divulga nota técnica sobre Febre Amarela no Tocantins

O Estado do Tocantins, situado em território com diversos tipos de vegetação e ecossistemas, é área historicamente endêmica. No entanto, desde o ano 2000 o Tocantins não registrava casos confirmados em humanos. Após 17 anos, houve o primeiro caso confirmado em janeiro de 2017.
por Governo do Tocantins
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- Foto: Nielcem Fernandes/Governo do Tocantins file_download

O Estado do Tocantins, situado em território com diversos tipos de vegetação e ecossistemas, é área historicamente endêmica. No entanto, desde o ano 2000 o Tocantins não registrava casos confirmados em humanos. Após 17 anos, houve o primeiro caso confirmado em janeiro de 2017. Tratava-se de um homem originário do Rio de Janeiro, trabalhando há dois anos no Estado, sem histórico vacinal contra febre amarela em seu cartão de registro.

É importante destacar que, em 2017, o Tocantins notificou 41 casos humanos suspeitos de febre amarela sendo apenas um foi confirmado. Outro ponto importante é que o Tocantins, embora incluído em região propícia ao surgimento de casos, não apresentou nos últimos anos surtos da doença como ocorreu recentemente na região sudeste do Brasil, envolvendo estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Ainda assim, o Estado tem orientado os 139 municípios quanto à intensificação das ações de vigilância da febre amarela e monitorado rigorosamente todos os casos suspeitos de febre amarela em humanos, bem como casos de epizootias.

 

Casos em animais

Foi observado um aumento no número de notificações em 2017, devido à sensibilidade promovida pelos sucessivos alertas publicitários juntos aos profissionais dos municípios, bem como à população, em alertar os serviços de saúde quanto a essas ocorrências. De um total de 122 notificações em 2017, apenas cinco foram positivos para febre amarela, restritos aos municípios de Palmas, Porto Nacional e Miranorte.

Considerando que é imprescindível a identificação da circulação viral para o adequado direcionamento das atividades de prevenção e controle. A Secretaria ressalta que há um acompanhamento completo desde a geração da informação, a qual é investigada, submetida ao Ministério da Saúde e retroalimentada ao município de origem durante todo o processo.

 

Imunização

Por estar localizada em região endêmica para FA, a população tocantinense tem sido estimulada a se imunizar há décadas. Como se trata de uma vacina rotineira, as unidades de saúde tem historicamente se organizado para atender à demanda das pessoas. Todos os municípios do Tocantins estão abastecidos com doses.

 

Informação adicional sobre o óbito

Foi realizada uma ação integrada entre Laboratório Central (LACEN), Diretoria de Vigilância Epidemiológica das Doenças Vetoriais e Zoonoses (DVEDVZ) e Diretoria de Vigilância Epidemiológica das Doenças Transmissíveis e Não Transmissíveis (DVEDTNT) para a investigação do óbito por Febre Amarela no município de Xambioá, onde ocorreu o único caso após 17 anos. Foi intensificada a vacinação no município, com a realização do Monitoramento Rápido de Cobertura Vacinal, busca ativa de casos, assessoria na organização dos processos de trabalho, coleta de larvas e mosquitos, assim como de amostras de soro e de vísceras do paciente, que foi a óbito, para envio ao Instituto Evandro Chagas, em Belém, para confirmação dos laudos. Com estas medidas foi possível esclarecer os motivos que levaram à fatalidade e adoção de medidas para redução do risco de adoecimento pela população.

 

Conclusão

Não obstante o Tocantins esteja, como todos os Estados da Região Norte e algumas outras unidades da Federação, incluído como sendo área de recomendação vacinal, isso não implica que estejamos em uma situação de surto como a observada em outros estados.

Mesmo estando numa região endêmica, com existência de população vetorial e de primatas, ao verificarmos os números de casos confirmados de Febre Amarela em humanos, o Tocantins desponta com apenas  um caso confirmado ao longo de 17 anos.

Isso demonstra a qualidade dos serviços de vigilância de casos humanos e epizootias do Tocantins que, somada à imunização, é um exemplo de prevenção e controle que pode ser seguido por outros estados para mitigar a infeliz perda de vidas humanas.

 

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