Para desmitificar os preconceitos acerca da vivência dos povos indígenas no ambiente urbano, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) promoveu em parceria com o Ministério da Saúde (MS), na sexta-feira, 28, a oficina “Saúde Indígena em Contexto Urbano”. O evento foi realizado na sede do Ministério da Saúde no Tocantins e contou com a participação de representantes do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI Tocantins), Secretaria dos Povos Originários e Tradicionais do Estado, Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Tocantins (COSEMS-TO), Secretaria Municipal de Saúde de Palmas (SEMUS Palmas), coordenadores das Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Palmas, profissionais, gestores da Atenção Primária de Palmas e indígenas vivendo em contexto urbano.
Para a psicóloga e responsável técnica pelas populações vulneráveis da SES-TO, Paula Rey Vilela, “esse evento foi pensado para falar sobre a assistência do indígena quando sai da aldeia e vai para a cidade, sobre quando ele vai para serviços de média e alta complexidade, a gente não tem um fluxo, uma linha de cuidado e a formação dos profissionais para realizar essa assistência, né?! Então assim, tem várias questões aí que precisamos avançar enquanto o sistema único de saúde e esse primeiro diálogo, que é pioneiro inclusive no país”.
E a profissional acrescenta, “esperamos que essa mesma oficina possa ser ofertada em outros municípios do estado também com maior concentração de populações indígenas, para assim, iniciarmos a construção da linha de cuidado a esta população que foi iniciada junto ao Hospital Albert Einstein”, disse.
“Essa oficina nos deu a oportunidade de entender que o indígena no contexto urbano, é indígena de qualquer jeito, de qualquer forma. Então é preciso compreender a sua cultura, as suas tradições, para que o trabalhador, dentro do Sistema Único de Saúde possa atender essa população como ela precisa ser atendida, sem discriminação, sem preconceito. Não é porque essa população está dentro da cidade, dentro do contexto urbano, que essa população não tem a sua cultura, as suas tradições. Então esse momento foi muito relevante para a gente, enquanto gestor, enquanto Programa Diversidade na Saúde, para nos orientar, para nos trazer para a gente, enquanto gestores, uma estratégia para melhorar essa população bem considerada, mais de 20 mil indígenas no Estado”, disse o coordenador do Programa Diversidade na Saúde, Francisco de Assis Neves Neto.
“A oficina de ontem foi muito importante para discutirmos esse assunto que precisa ser planejado, tendo em vista que ainda existe um despreparo em nome dos municípios e órgãos competentes, pois ainda não sabemos lidar, como atender e dar assistência aos indígenas que estão na cidades, pois levando em consideração a diversidade cultural que existe no Tocantins, sabemos que ele abrange mais de cinco povos, cada um com sua cultura, com suas realidades, com suas crenças, e aí é uma discussão bem complexa, mas que precisa ser discutida, juntamente com os indígenas, porque ninguém melhor como nós mesmos para dar sugestões, ideias, e juntamente com os representantes, a gente elaborar sobre como proceder diante disso, diante desse tema, dessa luta que a gente enfrenta, mas que precisa ser discutida”, relatou a enfermeira indígena, Janaina Sikwatkadi Calixto Xerente.
Edição: Aldenes Lima/Governo do Tocantins
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