No âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), surgem diariamente várias iniciativas para melhorar o atendimento a todos que utilizam o serviço. O acolhimento é uma das ferramentas cruciais da humanização, considerado um requisito fundamental para proporcionar a melhoria da qualidade da assistência aos pacientes seus familiares.
Dentre os ambientes de um hospital, o Centro Cirúrgico (CC) é um dos espaços mais tensos, tanto para os pacientes, como para os seus familiares. É no CC que o paciente se separa do seu acompanhante para se submeter a um processo cirúrgico e leva consigo seus medos e inseguranças. O acompanhante por sua vez, também aguarda com ansiedade esse processo.
Com o intuito de amenizar essa tensão, a Secretaria de Estado da Saúde, inaugurou na última sexta-feira, 2, no Hospital Geral de Palmas o Sistema Acompanha – Informação em Primeiro Lugar. Com a implantação desse sistema o acompanhante pode monitorar o passo a passo do paciente dentro do Centro Cirúrgico em tempo real.
A coordenadora do Centro Cirúrgico, Joyce Vilarins Santos, foi um das idealizadoras do projeto. “Pensando na humanização dessa comunicação entre o Centro Cirúrgico e os acompanhantes nesse momento tão difícil, tivemos a ideia de fazer um sistema, como meu esposo é programador ele nos ajudou. O sistema permite aos acompanhantes saber em tempo real se o paciente está na sala de recepção, se foi encaminhado para a sala operatória ou se já foi liberado para o leito. Quem atualiza esses dados são os enfermeiros do bloco. Temos acompanhantes que passam o dia todo aguardando ansiosos por notícias. O sistema auxilia nessa comunicação e ao mesmo tempo quebra essa tensão por qual passam acompanhantes e familiares por que eles podem monitorar o deslocamento do paciente em tempo real”, explicou.
Acompanhantes
Para a dona de casa Leide da Costa Pinto, que está acompanhado sua irmã, vítima de um acidente de trânsito há dois meses, o Sistema Acompanha, auxilia na comunicação entre os familiares e profissionais do bloco. “Gostei muito desse sistema por que às vezes nós não conseguíamos saber informações sobre o paciente.Esse quadro foi uma excelente ideia. Já fiquei esperando cinco, seis horas sem saber o que estava acontecendo lá dentro e a família ansiosa. Agora já tirei a foto do quadro e mandei para toda família para eles ficarem tranquilos. Ela está na sala de espera”, declarou.
Outra acompanhante que também aprovou o sistema foi a professora Aldeni Machado Gomes, que aguardava o irmão que estava sendo submetido a uma cirurgia de baixa complexidade no pé. “Pelo sistema eu vi que ele já está sendo operado. Com essas informações em tempo real fico muito mais tranquila. Gostei bastante”, disse.
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