Saúde e parceiros articulam novas parcerias para reforçar mobilização contra o Aedes

por Juliana Matos/Governo do Tocantins
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Parceiros se reúnem para debater estratégias de combate ao Aedes
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Instituições e órgãos parceiros da Sala Estadual de Coordenação e Controle para Enfrentamento da Dengue, Chikungunya e Zika (SECC) entregarão em 15 dias um plano de trabalho com ações possíveis de serem executadas com seus públicos interno e externo. A proposta foi apresentada na reunião extraordinária da Sala Estadual nesta quinta-feira, 27, no Anexo I da Secretaria de Estado da Saúde, em Palmas. O encontro definiu a elaboração de um decreto para incorporação de novos parceiros articuladores e fortalecimento da atuação da SECC.

Na ocasião, o atual coordenador da SECC e gerente estadual de Vigilância das Arboriroses, Evesson Farias, explicou ainda sobre mudanças previstas na reorganização da sala que passará a ser subordinada ao futuro Núcleo de Cooperação e Mobilização em Vigilância em Saúde, coordenado por Alexandre Araripe. Desta forma, Araripe assumirá a articulação da Sala Estadual, que também sera subordinada à Sala Nacional de Enfrentamento às Microcefalias. “Queremos começar com cada órgão aqui representado praticando os mesmos cuidados que são frisados à população nas campanhas educativas dentro das suas dependências e circunscrições. É uma iniciativa importante porque a área geográfica de cada um aqui tem abrangência estadual”, frisou Araripe.

Dever de casa

Na apresentação do panorama epidemiológico esperado para as próximas semanas, uma série histórica dos últimos dez anos ilustrou a preocupação dos técnicos da Saúde com a perspectiva de crescimento de casos de dengue, zika e chikungunya para o período chuvoso. “O período epidêmico está recomeçando com a chegada das chuvas e consequentemente surgem focos e espera-se, com isso, crescimento da infestação do mosquito”, disse Araripe.

Por isso foi reforçado o discurso de participação e convite à propositura de ações intersetoriais aos presentes na reunião. “Sabemos que não vamos erradicar o mosquito, mas a nossa intenção é reduzir o impacto de adoecimentos no período chuvoso. A estiagem impactou na redução de casos mas as ações e mobilizações também trouxeram resultados”, frisou Evesson Farias.

O gerente repassou também informações sobre as atividades que vêm sendo desenvolvidas pela SECC. “Em parceria com o Ministério da Saúde, direcionamos quatro veículos aos municípios de Palmas, Araguaína, Paraíso do Tocantins e Porto Nacional para reforçar o controle vetorial. Realizamos a descentralização de incentivo financeiro para investimento nos 139 municípios, especificamente em ações de controle e prevenção do Aedes. Todos os municípios já receberam a primeira parcela deste incentivo e estamos realizando diariamente apoio técnico aos municípios, além das visitas técnicas agendadas”, completou.

Reforçando o valor da participação dos articuladores da SECC, a diretora de Vigilância de Doenças Vetoriais e Zoonoses, Mary Ruth Batista Glória, também citou encaminhamentos já direcionados com parceiros, a exemplo do leilão de veículos apreendidos, retidos ou abandonados em pátios do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-TO) que viabilizará a limpeza de pátios com veículos que servem de criadouros, acumulando água na lataria. “Imagina a dimensão de mosquitos que nascem em criadouros tão grandes acumulando água neste período chuvoso. É uma demanda que se resolvida vai reduzir muito o número de criadouros em potenciais em todas as cidades onde há pátios do Detran”, citou a diretora.

Sustentabilidade            

 A sanitarista e consultora da Organização Panamericana de Saúde (Opas), Cláudia Santos, também enumerou os resultados pretendidos com o Termo de Cooperação Técnica firmado pela organização internacional com o Estado, a partir de análise de situação de saúde, do desenvolvimento de novo modelo de atenção à saúde e outras frentes de trabalho propostas com a parceria e que também impactará no fortalecimento de ações intersetoriais de mobilização social, educação em saúde e controle vetorial do Aedes. “A Promoção à Saúde é tão transversal que não precisa nascer na Saúde. O importante é voltar esforços para a perspectiva de empoderamento da população em um movimento de mudança de hábito”, explicou. Cláudia citou ainda o assessoramento que a Opas está oferecendo ao Estado para auxiliar na elaboração da futura Política Estadual de Promoção à Saúde. Esta política será implementada para viabilizar ações transversais e sustentáveis dentro de todos os campos de atuação da saúde.

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