Saúde discute óbitos com causa pouco específica ou “Códigos Garbage”

por Aldenes Lima/Governo do Tocantins
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Projeto Código Garbage
- Foto: Divulgação file_download

Discutir a ocorrência de óbitos cuja causa básica não está especificada, os referidos “códigos garbage”. Com este objetivo, a Coordenação Geral de Informações e Análises Epidemiológicas (CGIAE) do Ministério da Saúde (MS) e a Secretaria de Estado da Saúde, por meio da Gerência de Informação de Vigilância em Saúde, estão realizando reuniões nos municípios de Palmas, Araguaína e Augustinópolis.

De acordo com dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), os códigos garbage correspondem a aproximadamente 30% das mortes ocorridas no país e, segundo investigações, do MS, em mais de 70% dos registros de óbitos, nas unidades hospitalares, ele não são especificados.

Diante desta realidade, a gerente de Informação de Vigilância em Saúde do Tocantins, Dinarléia Paulino de Azevedo Miranda, explica que serão dadas orientações sobre as causas que deverão ser evitadas nas declarações de óbitos. “Teremos profissionais do Ministério da Saúde que trarão estas orientações, para nossos profissionais a fim de que esta realidade seja modificada”, afirmou.

Ainda segundo Dinarleia, as causas básicas são primordiais para se implementar políticas públicas que atendam ao pacto internacional de prevenção em saúde ao qual o Brasil aderiu em 2015. “A partir do momento em que se conhece as causas das mortes, é possível trabalhar os investimentos na prevenção destas causas. Por exemplo, se o médico diz no laudo que um paciente morreu de parada cardiorespiratória, é pedido que ele especifique a possível causa dessa parada. Se a morte foi por acidente de trânsito, que especifique se era pedestre, motociclista, ciclista, motorista e assim por diante. Este detalhamento faz a diferença no planejamento”, explicou.

No Tocantins, cinco municípios já estão trabalhando os códigos de garbage. São eles, Palmas, Araguaína, Augustinópolis, Porto Nacional e Gurupi, sendo que os dois primeiros já foram capacitados quanto às especificações exigidas.

Capacitação

Na programação estão palestra sobre preenchimento adequado das declarações de óbitos, bem como orientações sobre as causas que deverão ser evitadas, que será ministrada pela médica pediatra/chefe da Seção de Saúde da Criança e Adolescente da Secretaria de Estado da Saúde de Rio Grande do Sul, Eleonora Gehlen Walcher.

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