Saúde capacita profissionais para projeto de coleta seletiva no Hospital Geral

por Camilla Negre/ Governo do Tocantins
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Atualmente, um dos grandes problemas enfrentados pela sociedade é o gerenciamento correto dos resíduos sólidos, desde a segregação ao descarte apropriado. Sabendo disso e visando implantar um serviço eficiente de gerenciamento destes resíduos sólidos no Hospital Geral de Palmas (HGP), a Secretaria de Estado da Saúde está promovendo um curso de atualização para os servidores do HGP.

“Queremos que em 30 horas os profissionais saiam sabendo sobre o descarte correto e as etapas do gerenciamento, da segregação ao transporte. É preciso ter responsabilidade social no momento em que é gerado o lixo e o que será feito com o resíduo. Antes de tudo, queremos fazer com que as pessoas reflitam sobre a necessidade de gerar o lixo ou economizar aquele produto. E se for necessário gerar esse lixo, é preciso saber o destino correto para ele” destacou a enfermeira do Hospital Infantil de Palmas (HIP), Renata Bandeira, uma das profissionais que estão ministrando o curso.

O projeto inicial surgiu dentro do Hospital Infantil de Palmas (HIP) através de uma pesquisa de doutorado da enfermeira Renata Bandeira, e além de contribuir com o meio ambiente, o hospital tem angariado recursos com as vendas de resíduos. “O projeto dentro Hospital Infantil deu certo e estamos conseguindo um índice que considero muito bom, reduzimos em 57% os resíduos comuns do hospital. Hoje reciclamos também orgânico, colocamos em tambores com tampa vedada e repassamos tudo para uma fazenda que cria porcos. Assim, os restos de comida alimentam os animais”, disse.

Ainda segundo a enfermeira, o objetivo do projeto é reduzir também o volume de lixo dentro do HGP. “A ideia é levar essa ação para todos os hospitais estaduais e municípios, para que os resíduos tenham um destino correto e deixem de ir para o aterro sanitário de maneira indiscriminada. O primeiro passo é separar o lixo  infectante do comum. Depois separar o que é comum para recicláveis e dar destino correto através das cooperativas ou de logística reversa”.

Questionada sobre a importância desse serviço nas unidades hospitalares, Renata informou que o hospital é um local que tem uma variedade maior de resíduos. “Existem cinco tipos de resíduos: o infectante, químico, radioativo, comum e perfuro-cortante e o hospital engloba esses cinco. É muito importante que saibam fazer bem esse gerenciamento e dar um destino correto ao lixo”.

Alto custo

A coleta de lixo é feita e paga por quilo, sendo que cada quilo de resíduo infectante custa R$ 4,08 e muitas vezes o lixo comum, que não deveria ser transportado junto, vai para o resíduo infectante por falta de capacitação do servidor. “O tratamento desse resíduo tem um custo altíssimo. Precisamos fazer com que os profissionais aprendam a separar seus resíduos, o que é infectante, o que é comum e o que pode ser reciclável. Existe uma separação hoje no HGP, mas pretendemos evoluir com a nova ideia” destacou Renata, acrescentando que os próprios funcionários irão fiscalizar uns aos outros.

De acordo com o diretor administrativo do HGP, Leonardo de Oliveira Toledo, o hospital faz a coleta de lixo misturada e o curso está qualificando os servidores para que possam colocar em prática o projeto de reciclagem que já vem sendo realizado no Hospital Infantil.  “O HGP produz uma quantidade muito grande de lixo, e este projeto veio em um bom momento, pois nos auxiliará na coleta de lixo do maior hospital do Estado, com coleta de resíduos previamente separados. Contamos com colaboração de todos com relação a mudanças de hábitos para que possamos alcançar nosso objetivo. Com certeza teremos uma economia expressiva e fará a diferença para o HGP ”, ressaltou o diretor.

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