Saúde alerta mulheres sobre câncer de ovário

Uma doença silenciosa e que não há exames de rastreamento eficazes para detecção precoce
por Luciana Barros/Governo Tocantins
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O câncer de ovário é a segunda neoplasia ginecológica mais comum, atrás apenas do câncer do colo do útero
O câncer de ovário é a segunda neoplasia ginecológica mais comum, atrás apenas do câncer do colo do útero - Foto: Divulgação file_download

No Dia Mundial de Conscientização do Câncer de Ovário, celebrado em todo dia 08 de maio, o Governo do Tocantins aproveita para alertar às mulheres sobre a doença considerada silenciosa e que não pode ser rastreada eficazmente por exames que permitam a detecção precoce. Conforme estimativas de casos novos do Instituto Nacional de Câncer (Inca) no Brasil, esperam-se 6.650 casos novos de câncer de ovário, para o triênio 2020-2022. Este dado corresponde a um risco estimado de 6,18 casos novos a cada 100 mil mulheres.

O câncer de ovário ocupa a sétima posição mais frequente nas Regiões Nordeste e Norte. No Tocantins, a taxa de incidência estimativa de casos novos de câncer de ovário é de 5,68 a cada 100 mil habitantes.

De acordo com o cirurgião oncológico do Hospital Geral de Palmas (HGP), Ricardo Rodrigues o tumor ginecológico mais comum no Estado é o tumor de colo do útero. Depois dele, vem o endométrio e ovário. “Não há prevenção ou rastreamento para tumor de ovário. Porém em mulheres que tem história na família de tumor de ovário ou de mama, necessita procurar o especialista para ser orientada. Isso porque, uma porcentagem dos tumores de ovário são hereditários (e também pode estar relacionado a tumor de mama)”, afirmou.

O especialista acrescenta ainda, que “no tumor de ovário não há exames de rastreamento eficazes para detecção precoce da doença. Na suspeita, tem o ultrassom, tomografia, ressonância, exame de sangue. Mas se suspeitar de tumor de ovário, tem que realizar a cirurgia para a biópsia”, alertou.

Como tratar?

Segundo o gerente da Rede Oncológica da Secretaria de Estado da Saúde, Rodrigo Cândido de Souza, os pacientes realizam tratamento na Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon). “Estas unidades oferecem assistência especializada e integral ao paciente com câncer, atuando no diagnóstico e tratamento. Dispõe de equipe multiprofissional, equipe da oncologia ginecológica (para diagnóstico e cirurgia) e nos casos de necessidade de quimioterapia contará com a o suporte da equipe da oncologia clínica. O Estado possui duas Unidades de Alta Complexidade em Oncologia uma em Palmas (HGP) e outra em Araguaína (HRA)”, explicou.

 Quais são os sintomas de câncer de ovário?

Ricardo Rodrigues ressalta que os sintomas não são específicos (distensão abdominal, alterações intestinais e urinárias, tumor na barriga, dor pélvica), e orienta a paciente procurar o médico.

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