O ciclo da 13ª reunião anual de doenças de chagas e leishmaniose visceral atingiu o objetivo de debater as ações desenvolvidas e planejar as atividades de 2017 no que tange ao combate, prevenção, tratamento e o papel da atenção básica na vigilância e controle das doenças, vetores e orientações sobre processos de trabalhos das atividades estratégicas. Dos 139 municípios, apenas cinco não compareceram.
Segundo a assessora técnica Área da Doença de Chagas, Anália Fagundes Gomes, “durante a capacitação ofertada pela Secretaria de Estado da Saúde os municípios foram atualizados sobre condutas e processos de trabalhos, principalmente devido as mudanças de gestores municipais e, consequentemente, de muitos técnicos que lidam nestas áreas”, afirmou.
Para a coordenadora de Endemias do município de Aparecida do Rio Negro, Keyla Santos Silva, mesmo trabalhando há três anos na área, as capacitações são muito proveitosas. “As doenças mudam e a gente tem sempre que se atualizar, porque nestes momentos a gente aprende muito. Além disso, tem a pactuação com o Estado para as ações a serem realizadas no ano, o que é de suma importância”, destacou.
Para os municípios que não compareceram, a técnica Anália informa que os kits contendo todo material gráfico como manuais e cartilhas educativas com orientações necessárias aos técnicos e população estão disponíveis no Anexo I da Secretaria de Saúde e podem ser retirados de segunda a sexta-feira, das 12h30 ás 18h30.
Casos
No Tocantins, em 2016 foi registrado um caso de doença de chagas agudo e 233 novos casos de leishmaniose visceral em humanos. Neste ano de 2017, ainda não houve notificações para doença de chagas e registrou-se 11 casos de leishmaniose visceral.
Leishmaniose e Doença de Chagas
O acondicionamento correto do lixo e a manutenção da limpeza de áreas habitadas são as principais formas de prevenção do calazar, como também é conhecida a leishmaniose visceral. Isso porque o mosquito palha, vetor da doença, usa material orgânico em decomposição, como folhas, galhadas, lixo orgânico e fezes de animais para colocar ovos.
Doença causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, a doença de chagas pode ser transmitida pelo consumo de alimentos contaminados com fezes do barbeiro (vetor da doença) ou pelo sangue de portador da doença, seja na gestação ou no parto (transmissão vertical), através de transfusão de hemoderivados ou transplante de órgãos ou através do contato da pele ferida ou de mucosas com material contaminado.
Entre os principais sintomas da doença estão o inchaço da face ou de membros, manchas na pele, aumento anormal do fígado, taquicardia, sinais de insuficiência cardíaca e manifestações hemorrágicas.
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