Profissionais se reúnem e debatem protocolos usados pelo SVO

por Camilla Negre / Governo do Tocantins
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Médico Arthur Alves destacou que, em média, o SVO realiza de 250 a 300 necropsias por ano
Médico Arthur Alves destacou que, em média, o SVO realiza de 250 a 300 necropsias por ano - Foto: Frederick Borges/ Governo do Tocantins file_download

Destacando os protocolos de encaminhamento de óbitos naturais mal definidos e a importância da qualidade da informação para elaboração de estatísticas mais próximas da realidade regional, o professor da Universidade de São Paulo, mestre e doutor em Estatística, Moacir Lobo da Costa Junior, também informou que o preenchimento correto da declaração de óbito é de fundamental importância para o sistema de vigilância epidemiológica.

As informações do professor foram repassadas durante I Oficina de Protocolos da Rede de Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) que acontece nesta sexta-feira, 20, no Anexo I da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), tendo como objetivo principal atualizar profissionais de saúde sobre protocolos relativos ao trabalho de investigação de óbitos naturais mal definidos.

“Trabalha-se com estatísticas de óbitos para que haja a prevenção. É sabendo quando morreu e os motivos da morte que se consegue prevenir novos óbitos pela mesma causa. Além disso, o preenchimento correto de formulários, como atestado de óbito ou nascidos vivos, é importante, pois gera informações fidedignas que culminam em gestões de saúde públicas efetivas e específicas para a população, informação de qualidade gera políticas públicas de qualidade”, disse o doutor Moacir.

O médico responsável técnico pelo Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) de Palmas, Arthur Alves Borges Carvalho, lembra que as atribuições do serviço vão além da elucidação da causa básica da morte e da vigilância epidemiológica. "Na sede em Palmas o cidadão enlutado com vulnerabilidade social e emocional conta ainda com um serviço de acolhimento, composto por profissionais assistentes sociais e psicólogos sustentando o compromisso da Saúde com a humanização dentro de suas Unidades de Saúde”, reforça o médico Arthur Alves Borges Carvalho.

Qualidade da informação

O Sistema de Verificação de Óbito possibilita a detecção das emergências epidemiológicas, o diagnóstico isolado ou surtos de doenças emergentes e reemergentes e ainda agravos inusitados, orientando a tomada de decisão para o controle de doenças.

Através dos laudos emitidos pelo SVO, os serviços de Vigilância Estadual e Municipal conseguem detectar emergências epidemiológicas e obterem o diagnóstico isolado ou de surtos de doenças emergentes, propiciando às equipes de saúde mais informações para a tomada de decisões e controle de doenças.

Para a assistente social do pronto socorro do Hospital Geral de Palmas (HGP), Lusinalva Ramos Rodrigues, que participou da oficina, o momento foi importante para esclarecimento de dúvidas. “Trabalho na porta de entrada do hospital e sempre nos deparamos com esses casos, muitas vezes o paciente vai a óbito no próprio hospital. A oficina é importante para esclarecer dúvidas e para que a demanda seja atendida corretamente” disse.

SVO

O SVO é a instituição pública de saúde responsável pelo esclarecimento da causa de óbitos naturais mal definidos por meio de exames médicos necroscópicos, ocorridos em domicílios ou em unidades de saúde. Diferente dos Institutos Médicos Legais (IML) que investigam óbitos por causas externas mediante requisição de autoridade policial, o SVO esclarece óbitos por causas naturais mal definidas somente mediante requisição médica, após consentimento de familiares de primeiro grau.

As ações desenvolvidas pelo SVO no Tocantins contribuem para a qualificação dos serviços de saúde, através da vigilância epidemiológica sobre a qualidade da assistência médica na rede de saúde e sobre as informações de mortalidade.  Atualmente as sedes do SVO funcionam dentro dos prédios dos IML em Araguaína, na região norte do Estado e em Palmas e realizam em média, de 250 a 300 necropsias por ano. 

Professor da USP, Moacir Lobo, lembrou que o preenchimento correto da declaração de óbito é importante para o Sistema de Vigilância Epidemiológica do Estado - Frederick Borges/ Governo do Tocantins file_download
A assistente social do pronto socorro do HGP, Lusinalva Ramos, disse que o momento é importante para o esclarecimento de dúvidas - Frederick Borges/ Governo do Tocantins file_download
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