Profissionais de saúde são capacitados para enfrentamento da mortalidade materna hemorrágica

por Luciene Lopes/ Governo do Tocantins
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Médicos e enfermeiros obstetras participaram, esta semana, no Hospital e Maternidade Dona Regina, de um encontro com o grupo de Instrutores Nacionais da Estratégia Zero Morte Materna por Hemorragia, representantes da Organização Pan Americana de Saúde (Opas) e do Ministério da Saúde (MS). Durante a reunião, os profissionais acompanharam o desdobramento dos protocolos de enfrentamento da mortalidade materna onde  foi aplicada, no Dona Regina, uma ferramenta de diagnóstico do serviço, lançada em primeira mão no Tocantins, para dar apoio aos processos de trabalho relacionados à atenção as emergências obstétricas e hemorrágicas.

Desde 2015, o Tocantins vem treinando, por meio de oficinas, seus profissionais no sentido de prestar melhor atendimento às mulheres com quadro hemorrágico. De acordo com o assessor regional em Saúde da Mulher e em Saúde Reprodutiva, Bremen Mucio, o projeto “Zero Morte Materna”, desenvolvido pela Opas há cerca de 3 anos, apresenta uma estratégia que abrange oito áreas dentro da unidade hospitalar. Ao ser compartilhada com a equipe do Hospital e Maternidade Dona Regina, o assessor explicou que a ferramenta, que antes só foi aplicada com sucesso em hospitais da língua espanhola, da América Latina, foi apresentada e testada pela primeira vez no Estado e no Brasil, onde será adaptada com as condições necessárias para o Brasil.

Após apresentação da ferramenta, uma espécie de questionário, os profissionais foram para a parte prática onde a ferramenta foi testada em três áreas do hospital: estrutura física, nos aspectos clínicos do atendimento das pacientes com hemorragia, no gerenciamento e na direção da unidade hospitalar, restando a avaliação de outras cinco áreas que contém na estratégia. “Não queremos analisar somente o atendimento no momento do parto, uma vez que ele depende do bom funcionamento do hospital como um todo. O importante é percorrer o caminho que faz uma mulher quando chega no hospital com uma hemorragia para então analisarmos esse atendimento e, assim, reduzirmos o  indicador Mortalidade Materna”, explicou Bremen Mucio.

Agilidade

Considerando que a hemorragia pós-parto é uma das principais causas de morte materna, a coordenadora nacional da Saúde das mulheres do Ministério da Saúde, Esther Vilela, destacou que a agilidade nos processos de atendimento às mulheres pode evitar casos de hemorragia, se houver organização nos cuidados de forma ágil e efetiva. “Essa ferramenta, que é uma avaliação de como está o serviço em todas as áreas (estrutural, medicamentos, processos de trabalho, equipe, protocolos), chega para ajudar o hospital a se organizar da melhor maneira para o atendimento às hemorragias”, observou, acrescentando que essa avaliação faz parte de uma estratégia maior de apoio para o serviço de saúde e a rede que é o projeto “Zero Morte Materna por Hemorragia”, uma parceria entre MS e Opas/Centro Latino-americano de Primatologia (Clap) que vem dar apoio aos gestores, secretarias de saúde, rede de atenção e, especialmente, os hospitais para que qualifique seus processos de trabalho também para a prevenção da hemorragia.

Segundo a diretora do Dona Regina, Debora Petry, o projeto Zero Morte Materna é um grande enfrentamento à morte materna por hemorragias, que é a terceira maior causas de mortes ainda no Tocantins e no Brasil.  A gestora do hospital destacou, ainda, que participaram do evento médicos e enfermeiros obstetras, gestores e equipe multiprofissional, buscando identificar os pontos que devem ser melhorados e organizar ações para que não se perca nenhuma vida.

“A partir deste momento inical será feito um Plano de Ação e construído um Protocolo Multiprofissional Zero Morte Materna por Hemorragias da Maternidade. A estratégia apresentada e testada no HMDR pelos instrutores nacionais da Estratégia Zero Morte Materna por Hemorragia, certamente será uma potente aliada para que o Tocantins, assim como o País melhore seus indicadores de morte materna por hemorragia”, concluiu.

 

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