Profissionais da saúde recebem treinamento para ampliar ações para o controle da hanseníase

As reuniões que acontecem periodicamente, tem a finalidade de subsidiar as ações desenvolvidas pelos Estados referentes às Doenças Tropicais Negligenciáveis.
por Luciene Lopes/Governo do Tocantins
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Com o intuito de subsidiar os estados e municípios quanto à promoção, fortalecimento e ampliação das ações estratégicas de atuação integrada na vigilância, na atenção e no controle da hanseníase, para a eliminação do tracoma, da esquistossomose, da oncocercose e da filariose linfática, o Ministério da Saúde reuniu recente, os Coordenadores de Hanseníase e outras doenças em eliminação, em Brasília.

Segundo a Coordenadora Geral de Hanseníase e Doenças de Eliminação do Ministério da Saúde, Carmelita Ribeiro Filha, as reuniões que acontecem periodicamente, tem a finalidade de subsidiar as ações desenvolvidas pelos Estados referentes às Doenças Tropicais Negligenciáveis. “São doenças que cegam, mutilam, desfiguram e debilitam centenas de milhões de pessoas pobres que vivem em condições precárias, com água não tratada, higiene e saneamento inadequados”, esclareceu.

Durante o evento foi apresentado o plano de ação da OMS e a estratégia global a serem executados no período de 2016 a 2020. As atividades visam reduzir casos de crianças diagnosticadas com hanseníase apresentando deformidades visíveis. A meta  é fazer com que a taxa de casos novos reduza para menos ou igual a 1 caso por 1 milhão de habitantes e acabe com as  leis que respaldam a descriminação sobre os pacientes de hanseníase. “No Brasil não existe leis que respaldem o preconceito, porém em mais de 50 países elas existem. Na Índia, por exemplo, até o ano passado existia uma lei onde a pessoa com hanseníase não podia ser herdeiro”, informou o representante da OMS, Erwin Cooreman.

A previsão, segundo Cooreman é eliminar a hanseníase nas próximas gerações, destacando que a doença não é negligenciada uma vez que existem muitos profissionais trabalhando com afinco contra a hanseníase, embora o Brasil ainda ocupe o segundo lugar no ranking mundial de novos casos.

Tocantins

Dentro da programação também foi abordado o panorama das doenças negligenciadas, situação epidemiológica, estratégias de marketing, pesquisas científicas e cogestão. Nesse aspecto a gerente do Programa Estadual de Controle da Hanseníase do Tocantins, Suen Oliveira Santos explicou que foi apresentado o panorama nacional em relação aos indicadores da hanseníase. O Tocantins ocupa o  1º lugar em números de casos novos de hanseníase, inclusive em menores de 15 anos, também foi demonstrando a atividade da doença e o constante trabalho da equipe estadual para o controle da doença..

Do Tocantins,  participaram os técnicos: Suen Oliveira Santos (técnica da Hanseníase – SES/TO), Neusa Bernardes (técnica da Hanseníase SES/Tracoma), Stela Oliveira (coordenadora da hanseníase - Araguaína), Vandecy Soares (coordenadora da hanseníase - Tocantinópolis), Nésio Fernandes (Secretário Municipal de Saúde de Palmas) e Whisllay Bastos (Secretario Executivo e Presidente da FESP-Palmas).

 

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