Mais de 100 profissionais que atuam na Atenção Básica dos municípios de Araguaína, Gurupi e Porto Nacional, estão passando por atualização nessa semana quanto à teoria e prática do diagnóstico, tratamento, prevenção de incapacidades em hanseníase, além de ações que promovam a prevenção do estigma e da discriminação. As ações fazem parte do projeto, “Abordagens Inovadoras para intensificar esforços para um Brasil livre da hanseníase” do Governo Federal.
Foram avaliados até esta quinta-feira, 26, 39 pacientes em Porto Nacional, 36 em Araguaína e 32 pacientes em Gurupi. Desses seis novos casos foram identificados em Porto Nacional, dois novos casos em Araguaína e três novos casos em Gurupi, na região sul do Estado.
A ação está sendo promovida por técnicos da Secretaria de Estado da Saúde, juntamente com nove especialistas (clínica, prevenção de incapacidades e mobilizadores sociais) em hanseníase de renome nacional.
“A Secretaria Estadual de Saúde do Tocantins solicitou à Coordenação Nacional, a introdução dos três municípios, levando em consideração a endemicidade a maior frequência, de novos casos nos últimos cinco anos”, destacou a gerente de Doenças Transmissíveis, Hajussa Garcia.
Profissionais
Para a médica, clínica geral, Raphaela Ferreira, que está participando da atualização em Araguaína, o ganho esta sendo imensurável. “Vamos ter uma melhora no olhar clínico para o usuário e para fazer o possível para diminuir novos casos, sabemos que um diagnóstico precoce pode evitar as complicações da doença” destacou ela que atua na Estratégia de Saúde da Família.
Para a terapeuta ocupacional, Patrícia Almeida Leme de Gurupi, “ao longo do tempo isso vai refletir em melhorias para o olhar do profissional, e acompanhamento dos casos, veremos a importância dessa ação que está sendo um momento de muito aprendizado para todos”, disse.
Uma das ministradoras da capacitação em Porto Nacional, Jaci Maria Santana, que é dermatologista e hanseonóloga, destacou a importância da capacitação principalmente porque o Brasil é um país endêmico para hanseníase. “Precisamos descentralizar o atendimento, e a proposta esta sendo cumprida que é capacitar os profissionais da atenção para fazerem o diagnóstico precoce”.
Projeto
O governo federal através da Coordenação Geral de Hanseníase e Doenças de Eliminação do Ministério da Saúde, em parceria com a Organização Pan Americana de Saúde – OPAS/Brasil registrou o Projeto “Abordagens Inovadoras para intensificar esforços para um Brasil livre da hanseníase” junto à Fundação Sasakawa/Nippon Foundation.
O projeto tem um período de duração de três anos (2017-2019) e tem como objetivo geral a redução da carga parasitária da hanseníase em áreas prioritárias de 18 municípios selecionados nos Estados do Maranhão, Tocantins, Piauí, Mato Grosso, Pará e Pernambuco.
Detecção e tratamento
A hanseníase é uma doença crônica, transmissível, de notificação compulsória, que tem como agente etiológico o Mycobacterium leprae. A doença acomete principalmente pele e nervos e sua transmissão se dá pelas vias aéreas superiores por meio de contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível (com maior probabilidade de adoecer) com uma pessoa doente sem tratamento.
A doença tem cura, e todo o tratamento é ofertado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A investigação dos contatos domiciliares e sociais das pessoas acometidas pela doença é a principal estratégia para a interrupção da cadeia de transmissão.
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