Os profissionais da atenção primária, que atendem nas unidades Básicas de Saúde dos municípios de Oliveira de Fátima, Pedro Afonso, Novo Alegre, Miracema, Palmas, Novo Acordo e Monte do Carmo estão sendo capacitados para atender usuários do SUS em ações voltadas ao diagnóstico e tratamento da hanseníase, com avaliação e monitoramento da função neural, diagnóstico e tratamento das reações, técnicas simples de prevenção e reabilitação de incapacidade física, vigilância de contatos e organização de serviço.
No total 25 profissionais entre médicos e enfermeiros participam da capacitação que iniciou nesta quarta-feira, 22 e segue até esta sexta-feira, 24. Uma das participantes, a médica da saúde da família em Fátima, Eveline Macedo, disse que o curso é importante para atualização e uma oportunidade para tirar dúvidas.
“É uma doença endêmica no Estado, quanto mais tiramos dúvidas e mais conhecimento tivermos, mais fácil será o diagnóstico e tratamento, evitando as seqüelas da doença” ressaltou a médica.
Os profissionais de saúde que atuam nesses municípios têm papel preponderante no que tange ao controle e eliminação da hanseníase, conforme explicou a assessora em hanseníase da SES-TO, Suen Oliveira. “Todos que se encontram engajados no atendimento ao paciente com hanseníase, devem estar preparados e atualizados tecnicamente para realizar um diagnóstico e tratamento precoces, evitando as deformidades decorrentes do processo saúde-doença” destacou a assessora.
A doença
A Hanseníase é uma doença crônica granulomatosa, de notificação compulsória e investigação obrigatória, causada pelo Mycobacterium leprae (bacilo de Hansen), que acomete a pele e os nervos periféricos, podendo causar incapacidades físicas e deformidades.
Em 2017, o Tocantins apresenta um total de 1159 casos diagnosticados, sendo 940 casos novos, 173 com modo de entrada outros reingressos e 46 recidiva, em pacientes que já tiveram a doença. Os municípios que apresentam maior número de casos até o momento são: Palmas, Araguaína, Paraíso do Tocantins, Santa Fé do Araguaia, Gurupi, Porto Nacional.
No Brasil a Hanseníase ainda persiste como problema de saúde pública, estando o Tocantins como o 1º estado brasileiro com maior número de casos novos notificados em todo país e o 1º no que se refere ao coeficiente de detecção de menores de 15 anos. Dados recentes do Tocantins evidenciam um coeficiente de detecção geral de 61,32/100.000 habitantes e um coeficiente de detecção em menores de 15 anos de 16,43/100.000 habitantes ambos indicadores considerados hiperendemicos, segundo os parâmetros do Ministério da Saúde.
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