Importância da prevenção da sífilis, referência e contra- referência da Unidade Básica de Saúde e maternidade e o vínculo da gestante com a unidade hospitalar em que ela pretende ter o bebê foram os temas discutidos na reunião do Fórum Perinatal da Região Macro-Sul, que aconteceu nesta sexta-feira, 7, no auditório da Unitins.
A importância da prevenção da sífilis, que acomete mães e bebês, foi levada aos participantes. “Observou-se uma taxa de 4;7 casos por 1000 nascidos vivos no Brasil; sendo que a região nordeste apresentou a maior incidência de casos, 5;3; seguida da sudeste 5;1; sul 4;1; norte 3;5 e centro-oeste 3;3. O Tocantins apresentou uma incidência de 9 casos por 1000 nascidos vivos no ano de 2015;” relatou Caroline Costa, da Vigilância em Saúde, apresentando o Boletim Epidemiológico da Sífilis 2015, do Ministério da Saúde.
A diretora de enfermagem do Hospital e Maternidade Dona Regina, Nelma Chaves, falou sobre as dificuldades das mães que chegam na reta final da gravidez sem o diagnóstico da doença. “Nós temos 90% dos enfermeiros do Dona Regina aptos a realizarem o teste rápido da sífilis. Mas infelizmente esse alto índice surgiu do não exame realizado que deve ser feito no início do pré-natal. Quando essa mulher chega no final da gestação já não se tem muito o que fazer. Por é salutar essa discussão para avançarmos ainda mais na prevenção”, afirmou.
A promotora de Justiça do Ministério Público Estadual, Maria Roseli Pery, destacou a importância do pré-natal. “Nós sabemos que é obrigação dos municípios ofertar o pré-natal, isso é indiscutível, porque é um direito do cidadão. Saúde é um direito fundamental, não só na redução dos riscos como na questão assistencial. Então quando essa gestante não recebe o pré-natal que ela tem direito, ela está sendo vítima de vários crimes”, reforçou.
A enfermeira do município de Talismã, Leidiane Rodrigues, falou da expectativa do fórum. “Nesses fóruns temos a oportunidade de adquirir mais conhecimento, ver a realidade de outros municípios, acompanhar as mudanças de protocolo, é como se fosse uma atualização. Voltamos ao nosso município com o dever de repassar as informações para os profissionais responsáveis pela área de prevenção, voltadas tanto para a mãe como para a criança”, disse.
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