Preenchimento correto de declaração de óbito qualifica estatísticas

por Juliana Matos/Governo do Tocantins
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Capacitação vai alertar médicos para importância do preenchimento de campos que ajudam a alimentar estatísticas de interesse para a saúde pública
Capacitação vai alertar médicos para importância do preenchimento de campos que ajudam a alimentar estatísticas de interesse para a saúde pública - Foto: Nielcem Fernandes file_download

A Secretaria de Estado da Saúde, em parceria com o Ministério da Saúde, oferece capacitação para médicos e residentes de medicina sobre Preenchimento Adequado de Declarações de Óbitos. Para atender o maior número possível de profissionais, a capacitação será oferecida em três horários nesta segunda-feira, 29, e outras duas turmas na terça-feira, 30, em Palmas. Ministram a capacitação o médico Roberto Marini e a técnica Raquel Barbosa, da Vigilância do Óbito, ambos do Ministério da Saúde.

Podem participar profissionais lotados em hospitais, unidades do Programa Saúde da Família (PSF), Instituto de Medicina Legal (IML), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Serviço de Verificação de Óbito (SVO) e outros. O objetivo é alertar profissionais de medicina que atuam na rede pública ou privada de saúde do Tocantins sobre a importância do preenchimento de campos prioritários da Declaração de Óbitos e que identifiquem as causas básicas do óbito constatado. 

 Turmas e inscrições

As inscrições podem ser feitas até a sexta-feira, 26, através do e-mail coord.sivs@gmail.com ou dos telefones (63) 3218-2099 e (63) 3218-3243. As inscrições serão distribuídas conforme a procura dos profissionais, sendo oferecidos os horários abaixo:

 29 de ago (seg) 

- Turma 1: De 8 às 10 horas.

- Turma 2: De 13 às 15 horas.

- Turma 3: De 19 às 21 horas.

Local: auditório do Núcleo de Educação Permanente (NEP) do HGP

30 de ago (ter) 

- Turma 4: De 9 às 11 horas.

- Turma 5: De 13 às 15 horas. 

Local: auditório do 4º andar do Anexo I da Secretaria do Estado da Saúde

Causa Básica

A gerente estadual de Informação de Vigilância em Saúde, Dinarléia Azevedo Miranda, explica que é importante a participação do maior número possível de profissionais na capacitação para que sejam solucionadas falhas no preenchimento que dificultam a identificação da causa original do óbito. 

“A principal falha é o preenchimento do campo destinado à descrição da causa básica com eventos intermediários ou causas finais, o que inviabiliza a identificação da causa da morte. Há casos em que neste campo estão sendo preenchidos com a descrição da morte como parada cardiorrespiratória quando, na verdade, deveria constar como causa um câncer, por exemplo”, explica a gerente. 

A definição usada pelo Ministério da Saúde associa a causa básica de um óbito a doença ou lesão que iniciou a cadeia de acontecimentos patológicos que conduziram diretamente à morte, ou as circunstâncias do acidente ou violência que produziram a lesão fatal.

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