Risos e acolhimento marcaram a tarde do último sábado, 7, no Hospital Geral de Palmas (HGP), unidade vinculada à Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO). Na ação especial de Palhaçoterapia, realizada durante um sábado por mês, pacientes, acompanhantes e servidores vivenciaram momentos de descontração nos ambulatórios da unidade, promovidos por palhaços voluntários que levaram alegria e empatia por meio da arte e do bom humor.
A Palhaçoterapia é uma prática terapêutica complementar que utiliza a arte do palhaço e o humor como ferramentas para promover o bem-estar emocional e tornar a experiência hospitalar mais leve e humanizada.
Para a diarista Maria José Gonçalves, mãe da paciente Rayssa Gonçalves, de 10 anos, o riso trazido pelo grupo é um diferencial no cuidado dos pacientes. “Eu achei isso muito interessante, porque os dias aqui são difíceis. As crianças ficam entediadas, tem a questão da doença, e a gente acaba ficando só aqui, meio presa. Então, esse momento de alegria é muito importante para eles. Depois de 10 dias aqui, com a Rayssa internada, isso já dá uma melhorada no humor. Ajuda bastante, faz muita diferença.”
O grupo também arrancou risadas da pequena Mariana Braga e de sua mãe, a dona de casa Katilene Braga. “Achei muito bom, porque traz alegria para as crianças que estão precisando de alegria, que estão tristes e doentes. Isso traz muita harmonia. Eles conversaram muito bem com a minha menina, que estava triste e abalada. Depois da passagem deles por aqui, a gente ficou melhor, mais alegre. O astral melhorou bastante, até eu consegui rir um pouco. Antes, eu estava mais calada.”
A iniciativa é realizada pelo grupo Chambary com Mocotó, que atua há 10 anos no HGP. “O grupo foi criado para levar carinho, amor e solidariedade para as pessoas que estão acamadas no hospital. Nossa maior alegria é levar o amor para que eles saibam que não estão sozinhos. Cada palhaço tem o seu próprio nome, que é ‘batizado’ pelas crianças do infantil do HGP. Os nomes surgem da criatividade delas e podem ser os mais variados, como ‘Três Metrão de Meleca’, ‘Patati’, ‘Patatá’, ‘Coraçãozinho’, ‘Mina’ e muitos outros. Cada criança contribui com sua imaginação, tornando cada nome único e especial”, contou o diretor-geral do grupo, Michel Rodrigues Neves.
Segundo a psicóloga do HGP, Vanessa Flores, a palhaçoterapia traz benefícios tanto para os pacientes e seus familiares quanto para os profissionais de saúde. “Essas ações resgatam, na criança, a fantasia e a ludicidade, ajudando-a a desfocar do sofrimento causado pela internação hospitalar, além de promover bem-estar emocional também aos acompanhantes e às equipes de saúde, tornando o ambiente mais leve e humanizado.”
Edição: Flávia Mendes/Governo do Tocantins
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