Oito serviços hospitalares do Tocantins possuem Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) em funcionamento até março deste ano, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os núcleos são serviços especializados no registro de eventos adversos relacionados à internação de pacientes de unidades de saúde de pequeno, médio e grande porte.
O cenário ideal é aquele em que todos os serviços desta natureza no Estado tenham um núcleo em funcionamento, por isso, inspetores da Vigilância Sanitária Estadual e gestores de serviços de saúde públicos e privados do Tocantins participaram nesta terça e quarta-feira, 7 e 8, de oficina de atualização sobre o Sistema de Notificação de Vigilância Sanitária (NotiVisa). Na oficina, os serviços ali representados que ainda não possuem núcleo realizaram um cadastro para instalação dos mesmos e, assim, viabilizarem a qualificação do atendimento oferecido aos seus usuários. A oficina também oferece atualização sobre a operação do NotiVisa.
A gerente de Controle de Infecções e Análise de Riscos da Vigilância Sanitária Estadual, Fabíola Alvim Costa Lemos, explica que eventos adversos são todos os incidentes relacionados ao paciente que tenham ocorrido durante seu período de internação ou atendimento, como úlceras por pressão, falta de identificação do paciente, quedas, erros de administração ou prescrição de medicação, etc. “São eventos que não deviam acontecer e pela qual o paciente não deveria passar, mas que ocorreu durante seu período de internação.”
A gerente conta ainda que a oficina é oportuna para estimular os serviços de saúde hospitalares, que ainda não realizam este tipo de registro, a implantaram seus próprios núcleos, e eles, assim como todos os demais, a notificarem a ocorrência de serviços adversos com o intuito de gerar informação qualificada sobre a segurança dos seus usuários.
Segurança do Paciente
O monitoramento de eventos adversos faz parte dos objetivos do Programa Nacional de Segurança do Paciente criado em 2014 pela Anvisa e estabelece que fica a cargo das unidades de saúde o registro desses eventos e à Vigilância Sanitária o monitoramento destes registros.
Anna Clara Bello, especialista em Regulação e Vigilância Sanitária da Anvisa, explica que o monitoramento de eventos adversos em serviços municipais fica a cargo das Vigilâncias Sanitárias Municipais, enquanto a Vigilância Sanitária Estadual fica a cargo dos núcleos das unidades hospitalares.“Precisamos intensificar esses registros dentro dos hospitais para que a gente possa acabar com a subnotificação e tentar melhorar as condições de atendimento dos pacientes a partir de informações qualificadas sobre a segurança do paciente”, completa Anna Clara.
Além do módulo de registro e monitoramento de eventos adversos, o NotiVisa possui um módulo para uso do cidadão para notificações de ocorrências relacionadas a sua própria experiência no serviço de saúde. “É importante também que o paciente participe de forma ativa da melhoria da qualidade e da segurança dos serviços. A intenção não é resolver problemas individuais, mas analisar dados agregados das notificações deste paciente. Assim espera-se ter um perfil do que está ocorrendo em relação aos serviços adversos e conhecer os eventos que mais ocorrem e contribuir de maneira mais geral para a qualidade dos serviços. Porque no momento em que os serviços forem registrados, vai se buscar conhecer o que acontece dentro da sua e a maneira de minimizar os riscos e evitar danos desnecessários”.
O módulo pode ser acessado pelo endereço eletrônico: http://www16.anvisa.gov.br/notivisaServicos/cidadao/notificacao/evento-adverso
Ainda de acordo com Anna Clara, a ferramenta é útil para viabilizar respostas de melhoria de rotinas e práticas dos serviços de saúde com núcleos em funcionamento. “Os eventos ocorrem, mas o que vai ser diferencial é o que se vai fazer com essa informação, porque no momento em que eles ocorrem, é preciso analisar os riscos e impedir que ocorram novos casos. É um tratamento do risco que vai fazer a diferença”, pontua Anna Clara.
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