Oficina atualiza profissionais sobre protocolos usados pelo SVO no Tocantins

por Juliana Matos
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Oitenta médicos, enfermeiros, assistentes sociais e outros profissionais que atuam na rede estadual de saúde participam nesta sexta-feira, 20, da I Oficina de Protocolos da Rede de Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) do Tocantins. A oficina será ministrada no Anexo I da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) a partir das 8 horas.

A proposta é atualizar profissionais de saúde, especialmente médicos, sobre protocolos relativos ao trabalho de investigação de óbitos e alimentação do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM). A oficina vai destacar a importância do preenchimento completo do atestado de óbito de modo que sejam inseridos no SIM dados essenciais e fidedignos, estabelecendo uma cultura da informação entre os profissionais de saúde e colaboradores.

A completude e a qualidade da informação favorece elaboração de estatísticas mais próximas da realidade regional, propiciando aos gestores maior eficácia na construção de políticas públicas de saúde para todo o Estado.

O SVO consiste em instituição pública de saúde responsável pela elucidação da causa de óbitos naturais mal definidos por meio de exames médicos necroscópicos, ocorridos em domicílios ou em unidades de saúde. Diferente dos Institutos Médicos Legais (IML) que investigam óbitos por causas externas mediante requisição de autoridade policial, o SVO esclarece óbitos por causas naturais mal definidas somente mediante requisição médica, após consentimento de familiares enlutados de primeiro grau.

Vigilância

Através dos laudos emitidos pelo SVO, os serviços de Vigilância Estadual e Municipal conseguem detectar emergências epidemiológicas e obterem o diagnóstico isolado ou de surtos de doenças emergentes, propiciando às equipes de saúde mais informações para a tomada de decisões e controle de doenças.

O responsável técnico pelo SVO de Palmas, Arthur Alves Borges Carvalho, explica que, em média, o serviço implantado em Araguaína e em Palmas realiza de 250 a 300 necropsias por ano. Ainda de acordo com o médico, a Superintendência de Vigilância e Proteção à Saúde da Sesau pretende ampliar a cobertura do SVO para todo o Estado no próximo ano.

O SVO atua dentro de uma cadeia de eventos para aprimorar a qualidade da informação necessária para a vigilância de doenças de interesse epidemiológico. “As atribuições do serviço vão além da elucidação da causa básica da morte e da vigilância epidemiológica. Na sede em Palmas o cidadão enlutado com vulnerabilidade social e emocional conta ainda com um serviço de acolhimento, composto por profissionais assistentes sociais e psicólogos sustentando o compromisso da Saúde com a humanização dentro de suas Unidades de Saúde”, reforça o médico Arthur Alves Borges Carvalho.

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