O Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla (EM) é lembrado todo dia 30 de agosto e faz parte da campanha "Agosto Laranja", que tem o objetivo de alertar a população sobre esta doença autoimune que afeta o sistema nervoso central. Pensando nisso a Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO), alerta para o diagnóstico precoce, e sobre os tratamentos e terapias de apoio disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS), que visam melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Segundo o Ministério da Saúde (MS), cerca de 40 mil brasileiros convivem com a Esclerose Múltipla. Entre os sintomas estão fadiga, rigidez, fraqueza muscular, desequilíbrio, dificuldades para falar e engolir, além de alterações emocionais. Apesar da cura ainda não ser conhecida, ano após ano surgem terapias e fármacos que aliviam sintomas e aumentam a qualidade de vida das pessoas que convivem com a doença.
O médico neurologista do HGP, Ray Almeida explicou que, “os sintomas variam conforme a região do sistema nervoso afetada, mas, em geral, incluem surtos agudos com duração superior a 24 horas, que podem manifestar-se como baixa acuidade visual, fraqueza muscular, formigamento ou dormência nos membros, alterações no equilíbrio e coordenação, vertigem e visão dupla. Caso não sejam tratados de maneira adequada, esses sintomas podem deixar sequelas irreversíveis”.
“A causa exata da EM ainda não é totalmente compreendida, mas existem alguns fatores de risco, como tabagismo, exposição a certos vírus, obesidade e deficiência de vitamina D. Vale ressaltar que esses são fatores de risco e não causas diretas da doença, o que significa que não há uma forma específica de prevenção. O diagnóstico precoce é essencial, pois com o tratamento adequado é possível controlar eficazmente a doença e melhorar a qualidade de vida do paciente”, acrescentou o especialista.
De evolução silenciosa, a condição pode demorar anos para ser diagnosticada, como aconteceu com a professora, moradora de Palmas, Maria de Jesus Rego, 45 anos. "Comecei a sentir dores na hérnia de disco, fui para Brasília, quase passei por uma cirurgia e após alguns muitos exames finalmente fui diagnosticada com esta doença no final do ano passado, pelo doutor Ray. Hoje faço tratamento no HGP, tomo medicação natalizumabe mensalmente e comecei a fazer pilates, que me ajudou muito nas dores, mudou minha vida”.
Tratamento
Atualmente, não há cura para a Esclerose Múltipla. No entanto, existem diversos tratamentos eficazes que controlam os surtos e reduzem significativamente a incapacidade associada à doença. Além do tratamento medicamentoso, a fisioterapia para sequelas, atividade física regular, acompanhamento nutricional e o controle da dor crônica e fadiga também são essenciais para o manejo da doença.
Assistência
Os pacientes que tiverem sintomas devem passar pela Unidade Básica de Saúde, do município de origem, onde serão avaliados pelo médico e encaminhados ao município que é referência em neurologia. Nos casos graves de alta complexidade, são encaminhados para hospitais.
Atualmente cerca de 13 medicamentos para esclerose múltipla são disponibilizados na Assistência Farmacêutica Estadual, e 153 pacientes fazem uso das medicações.
Edição: Aldenes Lima-Governo do Tocantins
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