Em todo 30 de agosto, marca o Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla (EM), uma doença autoimune crônica do sistema nervoso central que pode ter um impacto significativo na qualidade de vida dos pacientes e afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Atualmente, estima-se em mais de 2,3 milhões de pessoas o número total de casos de EM no mundo. No Brasil, cerca de 40 mil pessoas vivem com a doença.
Segundo o médico neurologista do HGP, Ray Almeida “é uma doença neurológica autoimune crônica, e que acomete o sistema nervoso central, composto pelo cérebro e a medula espinhal e atinge principalmente adultos jovens, entre 18 e 55 anos. A doença não tem cura e tem sido foco de muitos estudos no âmbito mundial”
O especialista ressaltou que, “o tratamento pode envolver terapias físicas e ocupacionais para melhorar a função e a qualidade de vida dos pacientes, além de abordagens para gerenciar sintomas específicos, como fadiga e espasticidade. O acompanhamento regular com uma equipe multidisciplinar é essencial para ajustar o tratamento às necessidades individuais de cada pessoa”.
Sintomas
Dentre os principais sintomas da doença estão: fraqueza dos membros e dificuldade para caminhar, a perda da visão em um ou nos dois olhos, visão dupla, as parestesias (dormências e formigamentos), desequilíbrio e falta de coordenação motora, tonturas e zumbidos, tremores, dores, fadiga e alterações no controle da urina.
Tipos
Forma remitente-recorrente: é o tipo mais comum e afeta cerca de 85% dos pacientes. Caracteriza-se pela ocorrência de surtos súbitos – crises inflamatórias que danificam a bainha de mielina causando cicatrizes, também chamadas de placas ou lesões, que provocam degeneração das fibras nervosas. Ocorrem aleatoriamente, variando em número e frequência, de pessoa para pessoa.
Forma primária: o paciente não apresenta surtos, mas desenvolve sintomas e sequelas progressivamente.
Esclerose múltipla secundária progressiva: o paciente apresenta inicialmente surtos e remissões e, após algum tempo, a doença se torna progressiva com piora de forma lenta.
Revisão Textual: Aldenes Lima/Governo do Tocantins
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