No Dia Mundial do Lúpus, SES-TO reforça a importância da conscientização sobre a doença

No Tocantins, o centro de infusão de reumatologia no Hospital Geral de Palmas realiza tratamento para pacientes com a doença
por Ellayne Czuryto/Governo do Tocantins
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- Foto: A paciente Barbara Macedo Ribeiro Santana, faz infusão mensalmente no HGP, desde novembro de 2024 .Fotos: Ellayne Czuryto file_download

No dia 10 de maio é celebrado o Dia Mundial do Lúpus e a Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) reforça a conscientização sobre a doença, sintomas e sinais de alerta. O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) afeta o sistema imunológico, conjunto responsável pela produção de anticorpos e organização dos mecanismos de inflamação em todos os órgãos e  é 10 vezes mais frequente em mulheres entre 15 e 45 anos de idade. A pessoa com LES pode ter diferentes tipos de sintomas em vários locais do corpo, que podem surgir de forma lenta e progressiva, em meses ou em semanas.

São reconhecidos dois tipos principais de lúpus, o cutâneo, que se manifesta apenas com manchas na pele (geralmente avermelhadas ou eritematosas), principalmente nas áreas que ficam expostas à luz solar; e o sistêmico, no qual um ou mais órgãos internos são acometidos.

No Tocantins, os pacientes diagnosticados com a doença dispõem do Serviço de Reumatologia do Hospital Geral de Palmas (HGP), que há 10 anos faz a diferença para os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, cerca de 260 pacientes fazem acompanhamento no ambulatório de reumatologia da unidade. O local funciona de segunda a sexta-feira e tem uma equipe qualificada de médicos reumatologistas, residentes na área, enfermeiros e técnicos. São ofertadas consultas na especialidade da reumatologia, além de exames. 

Segundo o coordenador do Serviço de Reumatologia no HGP, Joandson dos Santos Souza, “o lúpus é uma doença autoimune crônica, que pode afetar articulações, pele, rins e outros órgãos, com impactos significativos na qualidade de vida. Em nosso ambulatório de reumatologia,  92% dos pacientes com diagnóstico de lúpus, são mulheres. Esses números refletem não só a predominância da doença no sexo feminino, mas também o compromisso da nossa equipe em garantir um cuidado especializado e contínuo. Neste Dia Mundial do Lúpus, reforçamos a importância do diagnóstico precoce, do acesso ao tratamento adequado e do acolhimento integral a quem convive com essa condição”.

“Ao perceber os sintomas, o paciente deve procurar a atenção primária, para ser encaminhado ao serviço do HGP. “Sintomas como febre, emagrecimento, perda de apetite, fraqueza e desânimo, manchas na pele com lesões avermelhadas em maçãs do rosto e dorso do nariz, dor e inchaço, principalmente nas articulações das mãos, inflamação no rim e na pleura e hipertensão. É importante lembrar que os sintomas podem variar de pessoa para pessoa e que a doença pode ter períodos de atividade e remissão”, ressaltou o coordenador.

A paciente Barbara Macedo Ribeiro Santana, de 32 anos, descobriu a doença em 2009. “No início eu sentia muitas dores nas articulações, mas o tratamento foi leve, porque a doença se manifestou de forma sutil. Passei uns anos sem precisar fazer uso de medicamento, entrei em remissão por uns dois, três anos, e agora no final do ano passado que a doença voltou de forma mais agressiva, atingindo os rins, desde então passamos a tomar alguns cuidados no tratamento e a fazer infusão mensalmente aqui no HGP”.

 

Causa

Ainda não se sabe ao certo qual a causa e o que faz com que o sistema imunológico ataque os tecidos saudáveis do corpo, entretanto, estudos presentes na literatura médica e científica indicam que as doenças autoimunes podem acontecer devido a uma combinação de fatores hormonais, infecciosos, genéticos e ambientais.

Normalmente, a pessoa descobre que tem lúpus após ter uma crise desencadeada por algum dos fatores, como exposição à luz solar de forma inadequada e em horários inapropriados, infecções que podem iniciar o lúpus ou causar uma recaída da doença e uso de antibióticos, medicamentos usados para controle de convulsões e pressão alta.

 

Tratamento

O tratamento da pessoa com lúpus depende do tipo de manifestação apresentada e deve, portanto, ser individualizado. Dessa forma, a pessoa com LES pode necessitar de um, dois ou mais medicamentos em uma fase (ativa da doença) e poucos ou nenhum medicamento em outras fases (não ativas ou em remissão). Ao mesmo tempo, o tratamento sempre inclui medicamentos para regular as alterações imunológicas do LES e de medicamentos gerais para regular alterações que a pessoa apresente em consequência da inflamação causada pelo LES, como hipertensão, inchaço nas pernas, febre, dor.

É necessário enfatizar a importância do uso dos fotoprotetores, que devem ser aplicados diariamente em todas as áreas expostas à claridade. O produto deve ser reaplicado, ao longo do dia, para assegurar o seu efeito protetor.

 

 

 

 

Revisão Textual: Aldenes Lima/Governo do Tocantins

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