Celebrado em 25 de abril, o Dia Mundial de Luta contra a Malária reforça a importância da prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado da doença. A Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) destaca que a malária tem cura, desde que identificada e tratada de forma oportuna.
A malária é uma doença infecciosa causada por parasitas do gênero Plasmodium, transmitidos pela picada do mosquito fêmea infectado do gênero Anopheles. Em casos graves, pode levar à morte, especialmente entre crianças e gestantes.
A data foi instituída pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e tem como objetivo estimular ações de vigilância, controle e eliminação da doença, além de ampliar a conscientização da população, profissionais de saúde e gestores sobre os riscos e formas de prevenção.
De acordo com dados da área técnica de Malária, no período de 2023 a 2026, o Tocantins manteve a maioria dos casos classificados como importados, o que evidencia a necessidade de vigilância contínua e resposta oportuna para evitar a reintrodução da doença. Em 2026, até o momento, foram notificados seis casos importados, provenientes de outros estados e também de outros países, sem registro de casos autóctones.
O cenário reforça a importância da manutenção das estratégias de prevenção, vigilância ativa e resposta rápida, especialmente em áreas receptivas e vulneráveis.
No Brasil, a transmissão da malária está concentrada principalmente na região Amazônica, responsável por cerca de 99% dos casos. Essa região abrange nove estados: Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e Maranhão. Entre eles, o Tocantins apresenta um dos menores números de casos notificados.
A bióloga da área técnica de Malária da SES-TO, Vanuza Alves Soares, alerta para o risco relacionado ao fluxo migratório. “Diante do histórico de casos importados, especialmente oriundos de áreas de garimpo, é fundamental que os municípios intensifiquem as ações de vigilância. O aumento do fluxo migratório interno, principalmente na região amazônica, pode favorecer o surgimento de surtos em áreas anteriormente controladas”, destacou.
Ela também reforça a importância da educação em saúde e da identificação precoce dos sintomas. “É essencial fortalecer as ações de educação em saúde, sensibilizando equipes e população para o reconhecimento dos sinais e sintomas da malária. O diagnóstico precoce, o tratamento oportuno e o monitoramento contínuo dos casos importados são fundamentais para evitar a reintrodução da transmissão local”, explicou.
A SES-TO também orienta os municípios quanto à necessidade de fortalecer o Plano de Ação da Malária, com estratégias integradas de vigilância, prevenção e controle. Essas medidas são essenciais para avançar rumo à certificação da eliminação da doença.
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